O Dia Mundial da Educação Ambiental, celebrado em 26 de janeiro, reforça o papel da conscientização como estratégia essencial para combater mudanças climáticas, poluição e perda de biodiversidade, conforme destaca o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
Desde 1975, a data promove a educação como ferramenta para informar cidadãos e novas gerações sobre problemas ambientais e opções para um futuro sustentável, alinhado à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
No Ceará, o projeto Ecocidadão, promovido pela Marquise Ambiental em parceria com outras empresas, beneficia mais de 700 crianças e jovens de baixa renda. Na escola Novo Destino, em Caucaia, alunos recebem reforço escolar e atividades sobre educação ambiental, focadas em reciclagem.
Aos nove anos, Valéria Miranda, moradora de Caucaia, exemplifica o impacto dessas iniciativas. Ela aprendeu a separar resíduos para criar brinquedos e ensina o conceito aos irmãos. “Eu gosto de brincar, plantar flores e cuidar da minha família. Aprendi aqui no projeto que se eu separar o resíduo posso fazer outras coisas com ele”, conta.
O professor Arley Alves dos Santos explica que as atividades desenvolvem competências para o dia a dia, integrando educação ambiental à rotina escolar. Hugo Nery, diretor-presidente da Marquise Ambiental, enfatiza que o projeto vai além de obrigações contratuais, facilitando a coleta seletiva em 11 cidades de seis estados ao engajar comunidades.
Ferramentas como o filme de animação ‘O Presente de Cecília’ são usadas para ensinar práticas sustentáveis. Valéria, inspirada pela história, sonha com uma natureza limpa para evitar doenças.
No Maranhão, a universitária Lorena Ribeiro, de 23 anos, aplica lições ambientais aprendidas desde a infância. Influenciada pelos pais, cursa Biologia no Instituto Federal do Maranhão e atua no Laboratório de Biodiversidade Aquática. Como voluntária na iniciativa Guardiões do Futuro, da Fundação Grupo Boticário, participou em dezembro de 2023 da restauração de 30 hectares de restinga no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.
A ação plantou 600 mudas nativas em área desmatada ilegalmente para acesso turístico, preservando espécies como o tamanduaí, a menor do mundo. “A educação ambiental funciona como uma ponte entre o que a gente quer fazer e o que vai acontecer”, afirma Lorena, destacando benefícios para gerações futuras, fauna e flora.
Essas histórias ilustram uma cadeia de transformação envolvendo empresas, educadores e jovens, promovendo mudanças duradouras no cuidado com o meio ambiente.