Veículos com mais de 10 anos não foram proibidos de circular, mas itens de segurança em mau estado podem gerar multa, retenção e dor de cabeça em viagens.
Carros antigos não estão proibidos de circular nas estradas, mas podem ser mais afetados pela fiscalização de segurança. Pneus gastos, iluminação falha, para-brisa danificado e equipamentos obrigatórios em mau estado podem transformar uma viagem comum em multa ou retenção.
Carros com mais de 10 anos têm uma regra exclusiva?
Não há uma regra nacional que proíba automaticamente veículos com mais de 10 anos de rodar. A atenção maior existe porque carros mais antigos costumam ter mais desgaste em pneus, faróis, limpadores, freios, cintos e estrutura de conservação.
Na prática, o que pesa na estrada não é apenas a idade do veículo, mas o estado dos itens obrigatórios. Um carro antigo bem conservado pode circular, enquanto um veículo mais novo com falhas graves também pode ser autuado.

Donos de carros com mais de 10 anos serão afetados pelas novas exigências de segurança para rodar nas estradas Foto: Reprodução
O que a fiscalização pode observar na estrada?
O CONTRAN estabelece que veículos em circulação devem estar dotados dos equipamentos obrigatórios, constatados pela fiscalização e em condições de funcionamento.
Entre os pontos que mais chamam atenção estão pneus em condição regular, sistema de iluminação, limpador e lavador de para-brisa, espelhos retrovisores, cintos de segurança, triângulo, buzina e demais itens exigidos para o tipo de veículo.
O que o Código de Trânsito prevê para equipamento ruim?
O Código de Trânsito Brasileiro prevê infração para conduzir veículo sem equipamento obrigatório ou com equipamento ineficiente ou inoperante.
Também há previsão para veículo em mau estado de conservação, quando isso compromete a segurança. Nesses casos, a consequência pode envolver multa e retenção do veículo para regularização, conforme o enquadramento feito pela fiscalização.
Pneu velho pode dar problema mesmo sem estar furado?
Sim. O pneu não precisa estar furado para representar risco. Desgaste acentuado, rachaduras, bolhas, deformações e baixa aderência podem comprometer a estabilidade do carro, principalmente em rodovia, chuva ou frenagem de emergência.
Em carros com mais de 10 anos, o cuidado deve ser maior porque muitos proprietários trocam apenas quando o problema aparece. Antes de viajar, é importante observar banda de rodagem, estepe, macaco e chave de roda.
Farol, lanterna e seta podem causar multa?
Sim. Sistema de iluminação e sinalização em mau funcionamento pode gerar autuação e colocar o motorista em risco. Em rodovias, uma lanterna queimada ou seta falhando dificulta a comunicação com outros veículos.
Em carros antigos, esse problema é comum por lâmpadas queimadas, mau contato, chicote elétrico ressecado, lente opaca ou adaptação feita fora do padrão. A revisão elétrica simples antes da viagem evita transtorno.
Para-brisa trincado impede o carro de rodar?
Depende do tipo, tamanho e posição do dano. O problema se torna mais grave quando a trinca atrapalha o campo de visão do motorista ou compromete a segurança do vidro.
Outro ponto esquecido é o limpador. Palheta ressecada, reservatório vazio ou lavador inoperante pode virar risco em chuva, poeira ou lama. O item parece simples, mas é essencial para visibilidade na estrada.
Licenciamento em dia basta para viajar?
Não. O licenciamento regular é obrigatório, mas não substitui o bom estado de conservação do veículo. Um carro pode estar licenciado e, ao mesmo tempo, circular com equipamento obrigatório quebrado ou ineficiente.
Por isso, donos de carros antigos devem separar documentação de segurança. O documento libera a situação administrativa, mas a fiscalização também pode observar condições físicas do veículo durante a abordagem.
Carros antigos precisam instalar tecnologias novas?
Em regra, exigências recentes para veículos zero-quilômetro não significam que carros antigos tenham de instalar todos os sistemas modernos depois de fabricados. Controle de estabilidade, luzes diurnas e alerta de cinto foram exigências voltadas a veículos novos em períodos específicos.
O ponto para quem já tem um carro mais antigo é manter funcionando aquilo que é obrigatório para o modelo e para a circulação. A fiscalização tende a olhar segurança, conservação e conformidade, não transformar todo usado em carro novo.
O que pode acontecer se o carro estiver irregular?
Quando a fiscalização identifica equipamento obrigatório ausente, inoperante ou em desacordo com as regras, o enquadramento pode gerar multa e retenção para regularização. Em casos mais graves, a situação pode impedir a continuidade da viagem.
Esse risco pesa mais em rodovias porque o motorista pode estar longe de casa, com família, bagagem e prazo. Uma falha simples, como lanterna queimada ou pneu comprometido, pode virar custo maior no meio do trajeto.
Qual é o cuidado principal para donos de carros antigos?
O cuidado principal é não esperar a fiscalização apontar o problema. Veículos com mais de 10 anos exigem revisão preventiva antes de viagens, principalmente em itens que afetam frenagem, visibilidade, sinalização e estabilidade.
No fim, a regra prática é simples: carros antigos podem rodar, mas precisam estar seguros. A idade do veículo chama atenção, porém o que realmente define o risco é circular com item obrigatório quebrado, gasto ou fora das condições exigidas.
Tribuna Livre, com informações do CONTRAN