Ataque a bomba
Equipamento foi apreendido e passou por perícia para identificar operadores e rotas de voo
Aeronave foi recolhida após colidir e cair antes da detonação do artefato (Divulgação PCGO)
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O grupo preso por coordenar atentado com drones e granadas contra empresário e família de Itaberaí é investigado por ações de extorsão. Três pessoas foram presas na manhã desta segunda-feira (2/2), identificadas por análises técnicas realizadas simultaneamente em Goiás e no Mato Grosso. Segundo a Polícia Civil, eles são suspeitos de usar armas e, mais recentemente explosivos, para forçar vítimas a realizarem depósitos em benefício do bando.
A investigação aponta que os presos atuavam como executores diretos da ação, operando os drones usados para transportar o explosivo até o alvo. A tentativa de homicídio só não foi consumada porque a aeronave colidiu com uma palmeira no jardim da residência e caiu, impedindo a detonação dentro do imóvel.
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Após a queda do equipamento, naquele 17 de janeiro, a área foi isolada e o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) realizou a detonação controlada do artefato, diante do risco iminente de explosão. A partir desse episódio, a Polícia Civil passou a realizar uma análise minuciosa dos componentes eletrônicos dos drones, o que permitiu rastrear rotas, sinais e conexões usadas pelos operadores.
A Operação Cobrança Final foi deflagrada de forma integrada entre os dois estados e busca agora identificar outros integrantes, mandantes e financiadores do esquema a partir das prisões e dos materiais apreendidos nesta primeira etapa.
A Polícia Civil informou que novas fases da investigação não estão descartadas.