As eleições municipais francesas realizadas no domingo, 15, representaram um teste antecipado para as máquinas eleitorais dos partidos políticos antes da corrida presidencial do ano que vem, que definirá o sucessor do atual presidente, Emmanuel Macron. O primeiro turno das votações elegeu prefeitos e suas equipes em toda a França, desde pequenas vilas até as maiores cidades.
Embora o foco principal tenha sido em questões locais, a votação foi analisada em busca de indícios de como os partidos poderão se sair na eleição presidencial de 2027, quando termina o segundo e último mandato de Macron, e em particular se o partido de extrema-direita Reagrupamento Nacional (RN), de Marine Le Pen continua ganhando terreno.
Mais de 904 mil candidatos a cargos municipais em cerca de 35 mil vilas, cidades e municípios concorreram às urnas no domingo. Nos locais onde o resultado ainda não foi definido, um segundo turno, no próximo domingo, determinará o resultado final.
As atenções se voltaram para as disputas em cidades importantes, incluindo Paris. Os resultados oficiais eram esperados ainda na noite de domingo. A atual prefeita socialista Anne Hidalgo, eleita em 2014 e reeleita em 2020, decidiu não concorrer a um terceiro mandato. Outra disputa incerta no segundo turno se desenhava em Marselha, a segunda maior cidade da França, com o atual prefeito de esquerda, Benoît Payan, enfrentando um desafio difícil do candidato do RN, Franck Allisio.
O presidente do RN, Jordan Bardella, afirmou que os eleitores expressaram “um profundo desejo de mudança” e pediu mais apoio no segundo turno. “A mudança não vai esperar até 2027”, disse. Na contramão, o líder do Partido Socialista, Olivier Faure, pediu aos eleitores que não deem impulso ao RN, que intensifica seus esforços para conquistar o Palácio do Eliseu nas eleições do ano que vem.