Por Duda Barreto, Juliana Diniz e Isabel Villela
Aliado aos investimentos que todos os empreendimentos precisam, empresárias em Brasília defendem que os negócios dirigidos por mulheres podem ser impulsionados também por autoconhecimento e empoderamento.
Nesta semana, as empresárias Maria Beatriz Rosadas e Patrícia Zanata, donas de lojas na Asa Sul resolveram reunir outras empreendedoras e também clientes para chamar atenção para caminhos que todas podem encarar mesmo com as dificuldades do dia a dia. O Mês da Mulher foi o pretexto para o encontro e debate.
“Muitas vezes, as mulheres chegam aqui com baixa autoestima e se sentindo feias, e a gente consegue com as nossas profissionais deixar a mulher feliz, deixar a mulher com autoestima elevada, proporcionar esse momento de felicidade para elas” conta Maria Beatriz Rosadas, dona da loja Bessie Beauty e uma das organizadoras do evento.
A empresária Maria Beatriz Rosadas relatou que é rodeada de familiares que oferecem suporte. Além disso, ela ressalta que é fundamental que as mulheres sejam fortalecidade por ambiente de acolhimento. Para ela, é fundamental acreditar no próprio sonho “Sejam firmes e usem a sensibilidade que só a mulher tem essa sensibilidade, esse sexto sentido. Aproveitem esse sexto sentido e sigam em frente que vai dar certo”, ponderou.
Contra o machismo
Uma das palestrantes foi a terapeuta Neide Roldão. Ela explicou que a prioridade é que cada mulher empreendedora se conheça e investir em sua autoconfiança. Além disso, a especialista compartilhou que toda mulher precisa estar bem consigo mesma para se sentir bem em qualquer ambiente que ela deseje estar.
“O que eu mais falo pra elas é que elas precisam se conhecer, precisam desenvolver o autoconhecimento e precisam investir nelas, porque a confiança e a autoestima é a base de todo ser humano”, afirmou.
A respeito do papel da empreendedora, ela explica que a mulher precisa de não só técnica, não só ser boa naquilo que ela faz, mas ela precisa se sentir capaz de realizar bem.
“A autoconfiança é a base dessa mulher atingir resultados muito melhores na vida profissional também”, disse Neide.
A terapeuta reconhece que mulheres passam por momentos de dificuldade relacionadas com machismo e assédio dentro do empreendedorismo.
Para ela, é importante que as mulheres se posicionem acerca de eventuais opressões. “O que eu posso falar com as mulheres é para elas se fortalecerem emocionalmente para que elas entrem no processo de autoconhecimento, autoestima e confiança”, disse Neide.
A especialista acrescenta que nenhuma mulher deve aguentar ou aturar ações machsitas. “A gente dar esse limite ao outro vem antes do limite interno que a gente dá a nós mesmas. Aquilo que eu aceito e aquilo que eu não aceito. A gente precisa estar claro dentro de nós e que eu permito o que eu não permito ao outro”.
Supervisão de Luiz Claudio Ferreira