Estudo revela impactos dos jogos de azar na população do DF

Estudo revela impactos dos jogos de azar na população do DF
Estudo revela impactos dos jogos de azar na população do – Reprodução

O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), em parceria com a Secretaria da Família (Sefami-DF), lançou o estudo “Apostadores no Distrito Federal: Diagnóstico comportamental e sociodemográfico”. A iniciativa visa analisar os impactos dos jogos de azar na população da capital, com foco em cidadãos maiores de 18 anos.

A pesquisa identifica as modalidades de jogos praticadas, os motivos que levam as pessoas a apostarem e os efeitos sociais, financeiros e de saúde decorrentes dessa atividade. Entre os impactos destacados estão o endividamento e a vulnerabilidade familiar, especialmente no contexto dos jogos digitais, que deixaram de ser mera recreação para gerar conflitos familiares e adoecimento emocional.

Os dados foram coletados por meio de questionários anônimos aplicados por pesquisadores em locais de grande circulação, abrangendo todas as regiões administrativas do Distrito Federal. As informações foram analisadas considerando critérios como gênero e faixa de renda, além de avaliar as percepções de pessoas que não participam das apostas.

“Os jogos de azar, especialmente no ambiente digital, deixaram de ser apenas uma prática recreativa e passaram a gerar impactos reais na vida das famílias”, afirmou o secretário da Família, Rodrigo Delmasso. Ele enfatizou que o estudo permite compreender o perfil dos apostadores no DF e subsidiar políticas públicas preventivas, como educação financeira e apoio à saúde mental.

O diretor-presidente do IPEDF, Manoel Barros, reforçou a importância da pesquisa: “Este estudo é fundamental para compreender um fenômeno que vem se intensificando e que possui impactos diretos na vida das famílias, especialmente no que se refere ao endividamento e à vulnerabilidade social.” Ele destacou que o IPEDF tem a missão de produzir dados para orientar decisões em políticas públicas, atuando de forma preventiva e baseada em evidências.

No Brasil, os apostadores em plataformas de bets concentram-se majoritariamente entre jovens de 16 a 34 anos, embora haja um volume expressivo entre aposentados. A pesquisa no DF responde ao crescimento do endividamento associado aos jogos de azar, contribuindo para um diagnóstico específico da realidade da capital federal.

T CSM

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