Após ter passado décadas no PCdoB, o postulante ao cargo se desfiliou do MDB em dezembro do ano passado e ingressou no partido Democracia Cristã (DC)
Ex-filiado ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e próximo do bolsonarismo, Aldo Rebelo anunciou nesta sexta-feira a data da oficialização de sua candidatura à Presidência da República pelo partido Democracia Cristã (DC). O ex-ministro dos governos petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff agendou um ato público para o dia 31 de janeiro em São Paulo. A pretensão de concorrer ao cargo foi antecipada pelo colunista do GLOBO Lauro Jardim em dezembro do ano passado.
Em vídeo publicado em suas redes sociais neste sábado, Rebelo se apresenta como uma pessoa plural e justifica sua trajetória, que foi de um partido comunista à interlocução com a extrema-direita . Na publicação, ele explica que entrou no PCdoB nos anos 1970, “quando a agenda da esquerda era uma agenda nacionalista, uma agenda democrática, uma agenda da luta pela redução das desigualdades”.
Rebelo deixou o PCdoB em 2017 e passou por outras quatro legendas – PSB, Solidariedade, PDT e MDB. O ex-ministro optou por se afastar da esquerda e se aproximar do bolsonarismo.
“Sempre me orientei pelo interesse do Brasil”, diz ele no vídeo que também menciona o fato de Rebelo ter sido um ministro da Defesa adorado pelos militares.
Rebelo também defendeu a anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e todos os outros envolvidos na trama golpista. “Como é que você pacifica um país? É esquecendo. Se quiser pacificar, é para anistiar todo mundo. Você não quer chegar ao governo para botar o antecessor na cadeia. O país precisa reunir energias para cuidar de seu futuro. E esses problemas menores precisam ser esquecidos”, disse.
Em maio de 2024, Rebelo lançou um livro em Brasília com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional, general Villas Bôas. Ele chegou a ser fotografado com o ex-mandatário durante uma sessão de autógrafos para a obra “Amazônia, a maldição das Tordesilhas: 500 anos de cobiça internacional”.
Pautas
Rebelo afirma defender pautas como retomada do crescimento, redução das desigualdades, revalorização da democracia e reconstrução da agenda de defesa nacional.
Para a candidatura, Rebelo deixou o MDB e se filiou ao DC, partido presidido pelo ex-deputado João Caldas.
O nome de Rebelo constou em pesquisa Genial/Quaest divulgada em dezembro de 2025. Na ocasião da divulgação, registrou entre 1% e 2% das intenções, a depender do cenário apresentado.
Pré-candidaturas
Além de Rebelo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e os governadores Ronaldo Caiado (União Brasil) e Romeu Zema (Novo) já anunciaram pré-candidatura à Presidência da República.
Tribuna Livre, com informações da Agência O Globo









