A Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro (VEP) determinou nesta sexta-feira (6) que o ex-goleiro Bruno Fernandes compareça ao Conselho Penitenciário em até cinco dias, a contar de sua intimação, para regularizar seu benefício de livramento condicional. Caso não o faça, será expedido mandado de prisão.
Bruno foi condenado a 23 anos e 1 mês de reclusão pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra Eliza Samudio, com quem teve um filho. A pena está prevista para terminar em 8 de janeiro de 2031.
Após transferências para diferentes estados em busca de oportunidades no futebol, a execução da pena de Bruno foi transferida para a VEP do Rio de Janeiro, mantendo o regime semiaberto. Em janeiro de 2023, o juízo deferiu a progressão para livramento condicional. No entanto, as intimações enviadas ao ex-goleiro retornaram negativas, e ele não compareceu à cerimônia de concessão do benefício.
Na decisão, o juiz determinou a interrupção do cumprimento da pena desde a concessão do livramento condicional até sua oficialização.
Bruno Fernandes foi condenado em 2013 pelo homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver de Eliza Samudio, desaparecida em junho de 2010. A modelo, mãe de seu filho, foi assassinada em Minas Gerais, mas seu corpo nunca foi encontrado. O atleta obteve progressão para o regime semiaberto em 2019 e, desde janeiro de 2023, está em liberdade condicional.