Feiras do DF recebem R$ 56,3 milhões em investimentos para reformas e construção

Feiras do DF recebem R$ 56,3 milhões em investimentos para reformas e construção
Feiras do DF recebem R$ 56,3 milhões em investimentos para reformas e construção – Reprodução

O Governo do Distrito Federal (GDF) investiu R$ 56,3 milhões na construção, reforma e manutenção das feiras do DF entre 2019 e 2025. A iniciativa, parte do programa Feira Legal, visa fortalecer tradições culturais, gerar emprego e renda, e incentivar o empreendedorismo. Atualmente, o DF possui 35 feiras permanentes e três shoppings populares, totalizando 12 mil bancas cadastradas, com cerca de 9 mil ocupadas.

Programa Feira Legal e modernização das feiras do DF

A modernização das estruturas, a regularização dos feirantes e a ocupação dos boxes são prioridades do GDF, consolidadas no programa Feira Legal, instituído em 2019. A iniciativa, que une esforços da Secretaria de Governo (Segov) e outras pastas, já regularizou 3,6 mil feirantes.

O secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, destaca os pilares do programa: a reforma das feiras, a regularização e o incentivo à atividade produtiva. “Promovemos um ambiente mais apropriado para os trabalhadores, feirantes, para que tenham um local digno para trabalhar e oferecer aos seus clientes um ambiente também mais agradável”, explica.

Araújo também reforça o papel cultural desses espaços. “No DF temos a característica fortíssima do uso das feiras como uma fonte de renda, mas principalmente como um local de visita e de compras para a comunidade. É um lugar onde as famílias se encontram, onde o povo aproveita os seus finais de semana”, ressalta.

Obras e bem-estar para comerciantes e clientes

Desde 2019, mais de 20 unidades passaram por serviços de manutenção e modernização executados pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). As obras contemplaram feiras em regiões como Riacho Fundo, Brazlândia, cinco em Ceilândia (P Norte, P Sul, Setor O, Guariroba e Central), duas em Planaltina (confecções e hortifrutigranjeiros), Núcleo Bandeirante, Sobradinho e Gama.

A abertura da unidade do Riacho Fundo II, uma demanda antiga da comunidade, foi inaugurada em 2018, mas só em 2021 o GDF destravou a ocupação das bancas para o pleno funcionamento. “Essa feira era um pedido nosso porque ficávamos ao ar livre, convivendo com sol, chuva, ventania, e aqui na feira permanente fica tudo fechado, bonitinho, é uma estrutura bacana”, comenta a feirante Zilma Pinheiro, 54 anos.

Amelly Amorim, 59, que mantém uma lanchonete no local, também celebrou a abertura. “Era muita dificuldade porque a gente tinha que carregar as coisas, pegar peso. A estrutura do Riacho Fundo II é muito bonita, os banheiros são bons, é arejada, iluminada e é um ponto turístico da cidade”, conta.

Projetos em andamento e futuros

O diretor-presidente da Novacap, Fernando Leite, afirma que o investimento valoriza o trabalho dos feirantes. “Investir nas feiras reforça o compromisso com a modernização, garantindo melhores condições de convivência e geração de renda”, concluiu.

Com obras em andamento, a Feira Permanente de Santa Maria recebe um aporte de R$ 12 milhões. O novo espaço terá 2.623,50 metros quadrados. Serviços de manutenção também estão em execução em São Sebastião, Cruzeiro, Riacho Fundo II, Paranoá, Candangolândia, Taguatinga (QNL/QNJ), Shopping Popular de Taguatinga Sul, Feira do Produtor de Ceilândia, Feira de Hortifrúti de Planaltina e Feira da Torre de TV.

A Feira do Paranoá está em fase de licitação, e há projetos para novas unidades no Jardim Botânico, Itapoã, Arniqueira, Recanto das Emas e Águas Claras. Segundo o subsecretário de Mobiliário Urbano e Apoio às Cidades, Alexandre de Jesus Silva Yanez, as intervenções atendem às necessidades específicas de cada local.

Yanez explica que a ocupação das bancas ocorre por licitação e que os espaços vazios são retomados para novos processos. “Hoje a licitação tem mais função social do que arrecadatória, porque arrecada um valor irrisório, mas proporciona um grande ganho social. Estamos dando espaço para o empreendedorismo e para a geração de emprego”, alega o subsecretário.

T LB

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