O Fórum Internacional de Policiamento Inteligente e de Centros de Fusão começou na terça-feira (10), na sede da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Brasília. A iniciativa, realizada em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), e com outros órgãos de segurança pública, segue até 13 de março.
O evento discute novas estratégias para a segurança pública brasileira, promovendo articulação entre especialistas nacionais e internacionais. O objetivo é substituir respostas isoladas por ações baseadas em inteligência e evidências, fortalecendo a capacidade do Estado de prevenir e reprimir o crime organizado, com integração entre União, estados e municípios.
Segundo o diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, José Anchieta Nery Neto, é preciso garantir que informações e dados importantes das operações não se percam. “Neste encontro, temos uma missão: aperfeiçoar processos de trabalho e profissionalizar ainda mais a gestão da segurança pública, para garantir que as informações cheguem a quem está na ponta. O evento é oportuno porque reúne líderes do Paraguai e do Chile, além de palestrantes dos Estados Unidos e da Argentina — países que visitamos para conhecer experiências de inteligência aplicada às operações. Será uma ocasião essencial para troca de aprendizados”, afirmou o diretor.
A cerimônia de abertura contou com a presença do representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Fernando Gabriel Cafferata; do diretor da Força Nacional, Fernando Alencar Medeiros; e do diretor da Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal, Humberto Freire de Barros.
Diante dos desafios da criminalidade organizada no Brasil, o Governo busca ampliar sua capacidade de resposta por meio do policiamento orientado por inteligência. A programação inclui debates sobre policiamento baseado em evidências, com o principal convidado sendo o professor Jerry Ratcliffe, renomado especialista em análise criminal, referência na implementação de modelos contemporâneos voltados à redução da violência.
Além das discussões conceituais, a pauta abrange avaliação do panorama atual dos números de emergência no Brasil, com foco na apresentação de propostas para melhorar os serviços prestados à população.
Paralelamente ao fórum, ocorre o Encontro Técnico dos Centros Integrados de Comando e Controle (CICCs), que aborda a interoperabilidade entre órgãos de segurança pública. A meta é transformar a cooperação entre as instituições em prática cotidiana.
Entre os temas centrais do encontro técnico, destacam-se a padronização de protocolos para ativação de salas de crise e fluxos de informação; gestão de crises e acionamento, com definição de níveis e critérios para integração das forças; compartilhamento de lições aprendidas em operações rotineiras, grandes eventos e respostas a desastres; reforço da coordenação permanente entre forças de segurança estaduais e federais; e estímulo à criação e ao aprimoramento de centros de fusão de inteligência, com base em modelos internacionais.
Ao unificar diretrizes de comando e controle, o evento busca ampliar a agilidade das operações e o uso inteligente de dados, para aumentar a eficiência no combate ao crime e na proteção da sociedade.
*Com informações da Ministério da Justiça e Segurança Pública