O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta sexta-feira, 24, que a inteligência artificial (IA) tem contribuído para elevar a resiliência das empresas e da economia ao lidar com preços internacionais e Treasuries, ao permitir ajustes mais rápidos de custos, processos e decisões em um ambiente global mais volátil.
A avaliação foi feita durante a Expert XP, em São Paulo, ao comentar tendências estruturais de longo prazo associadas à tecnologia e seus efeitos sobre as expectativas e a produtividade. Segundo Galípolo, há uma discussão relevante sobre em que medida o avanço da IA se traduz, de forma consistente, em ganhos de produtividade – tema que, na visão dele, permanece em debate e depende do ritmo de investimento e da difusão das novas ferramentas.
Ao tratar do pano de fundo inflacionário, o presidente do BC observou que os efeitos de preços externos não tendem a ser plenamente “contidos” no curto prazo, o que reforça a importância de mecanismos de ajuste e gestão de custos.
Ele também citou que a atividade segue resiliente, com sinais de reorganização no mercado de trabalho: trabalhadores conseguindo realizar tarefas em menos tempo, sem que isso se converta automaticamente em maior demanda por novas entregas.