10/01/2026

Gastos de R$ 129 milhões da Secom com anúncios na internet vão parar no MP Eleitoral

Lula muda de perfil nas redes sociais para imagem em que usa boné com slogan criado por Sidônio Palmeira, novo ministro da Secom — Foto: Reprodução/Redes sociais

Os gastos de R$ 129,6 milhões pela Secom com anúncios na internet em 2025, o maior volume desde 2009, estão sendo questionados junto ao Ministério Público Eleitoral.

A vereadora de São Paulo Amanda Vettorazzo (União) acionou o órgão para apurar possível campanha antecipada e abuso de poder político do governo Lula.

A representação pleiteia que o MP Eleitoral instaure um procedimento para averiguar se houve uso indevido dos meios de comunicação e de recursos públicos para promoção pessoal e político-partidária por meio de campanhas institucionais, publicidade oficial e impulsionamento em redes sociais.

A parlamentar propõe uma ação de investigação judicial eleitoral, visando a uma eventual inelegibilidade de Lula. Também são citados os ministros Gleisi Hoffmann e Sidônio Palmeira.

Um dos pedidos é para que o MP solicite que o TSE determine que a Secom cesse imediatamente o impulsionamento pago de conteúdos na internet, sobretudo aqueles que citam nominalmente o presidente da República associado a benefícios financeiros.

Outros pleitos são que a Secom discrime os gastos, com a lista de todos os conteúdos impulsionados, e as plataformas como Meta e Google detalhem todos os anúncios pagos pelo governo.

No documento, a vereadora alega que houve um aumento expressivo das despesas com comunicação governamental, com foco desproporcional em plataformas digitais, influenciadores, grandes grupos de mídia e ações de marketing. Isso, segundo ela, extrapola o caráter informativo exigido pela Constituição.

A representação destaca ainda que a publicidade oficial deve atender exclusivamente ao interesse público, sendo vedada a promoção de autoridades ou governos.

Tribuna Livre, com informações do Ministério Público Eleitoral.

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