Goiás fica abaixo da média nacional de alunos em tempo integral

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Nordeste lidera avanço do ensino integral no país

(Foto: Secom)

Goiás tem atualmente 22% dos alunos do ensino médio em tempo integral na rede estadual, índice abaixo da média nacional, que chegou a 26%. Considerada uma das principais estratégias para melhorar a aprendizagem, a jornada ampliada — com pelo menos sete horas diárias de aula — é padrão em países com melhor desempenho educacional.

No ranking nacional, Goiás ocupa posição intermediária, distante dos líderes. O destaque absoluto é o Piauí, com 81% dos estudantes em tempo integral, seguido por Pernambuco (62%), Ceará (58%) e Paraíba (51%). Na outra ponta, estados do Sul e Centro-Oeste aparecem com os menores índices.

Ranking por estados

  • Piauí – 81%
  • Pernambuco – 62%
  • Ceará – 58%
  • Paraíba – 51%
  • Espírito Santo – 38%
  • Bahia – 34%
  • Sergipe – 33%
  • Alagoas – 30%
  • Acre – 28%
  • São Paulo – 26%
  • Rio Grande do Norte – 24%
  • Tocantins – 22%
  • Amapá – 22%
  • Goiás – 22%
  • Maranhão – 21%
  • Pará – 21%
  • Rio Grande do Sul – 21%
  • Mato Grosso do Sul – 19%
  • Minas Gerais – 17%
  • Rio de Janeiro – 14%
  • Amazonas – 13%
  • Paraná – 9%
  • Mato Grosso – 7%
  • Distrito Federal – 7%
  • Rondônia – 7%
  • Roraima – 5%
  • Santa Catarina – 4%

Diferença entre regiões chama atenção

Os dados por região mostram um cenário desigual no país. O Nordeste lidera com folga, com 44% dos alunos em tempo integral, seguido pelo Sudeste (22%), Norte (18%), Centro-Oeste (15%) e Sul (11%).

Enquanto isso, o Sudeste — região mais rica do Brasil — registrou queda no número de estudantes nessa modalidade entre 2022 e 2025. Estados como Minas Gerais e Rio de Janeiro puxaram o resultado para baixo, enquanto São Paulo teve apenas leve crescimento.

Avanço nacional e impacto na educação

Em todo o país, o percentual de alunos do ensino médio em tempo integral subiu de 19% em 2022 para 26% no último ano. O crescimento foi mais expressivo no Nordeste, que saltou de 29% para 44% no período.

Segundo Maria Slemenson, superintendente do Instituto Natura, o avanço está diretamente ligado ao comprometimento dos gestores públicos.

“Os maiores resultados aparecem onde o ensino integral foi tratado como política estruturante para o desenvolvimento”, afirma.

Especialistas apontam ainda que a ampliação da jornada escolar contribui não apenas para melhorar o aprendizado, mas também para reduzir desigualdades sociais, ampliar o acesso ao ensino superior e até diminuir índices de violência entre jovens.

Sul tem pior desempenho proporcional

Apesar de avanços pontuais, a região Sul ainda apresenta os menores índices do país. O crescimento recente foi puxado principalmente pelo Rio Grande do Sul, que ampliou significativamente o número de vagas. Já Santa Catarina teve forte queda e hoje possui o menor percentual nacional, com apenas 4%.

Nordeste lidera e vira referência

Quatro estados nordestinos já têm mais da metade dos alunos em tempo integral: Piauí, Pernambuco, Ceará e Paraíba. A Bahia também se destaca, após ampliar significativamente as matrículas nos últimos anos.

Historicamente, Pernambuco é considerado referência no tema. O estado foi pioneiro na criação de um programa estruturado de ensino integral, ainda nos anos 2000, e apresenta resultados acima da média nacional, especialmente no ensino médio, conforme estudos do Todos Pela Educação.

Mesmo com avanços no país, os dados mostram que Goiás ainda tem espaço para crescer na oferta de ensino integral — modelo visto como essencial para elevar a qualidade da educação brasileira.

T CSM

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