O governo do Chile, liderado pelo conservador José Antonio Kast, anunciou nesta terça-feira (24) que retira seu apoio à candidatura da ex-presidente socialista Michelle Bachelet para a Secretaria-Geral da ONU, impulsionada pelo governo anterior junto a Brasil e México.
Em um comunicado oficial divulgado à imprensa, o Ministério das Relações Exteriores chileno afirmou: “Chegamos à convicção de que o contexto desta eleição, a dispersão de candidaturas de países da América Latina e as diferenças com alguns dos atores relevantes que definem este processo tornam inviável esta candidatura e o eventual sucesso desta postulação”.
“Junto com a retirada do patrocínio do Chile, o Ministério das Relações Exteriores e as embaixadas que nos representam no exterior deixarão de participar dos esforços de promoção desta candidatura”, acrescentou.
“Contudo, em consideração à trajetória da ex-presidente Bachelet e caso ela decida continuar com sua postulação, o Chile vai se abster de apoiar qualquer outro candidato neste processo eleitoral”, completou a nota.
A candidatura de Bachelet no órgão internacional, onde foi diretora-executiva da ONU Mulheres e secretária-geral adjunta da ONU, foi impulsionada pelo ex-presidente Gabriel Boric, poucos meses antes de transferir o poder a Kast, no último dia 11 de março.
Bachelet partia entre as favoritas, já que se entende que tudo aponta que a rotação levará à Secretaria-Geral da ONU um candidato ou candidata da América Latina. Durante a campanha eleitoral, o líder conservador já havia deixado transparecer que não apostaria nela devido aos sinais de oposição à sua candidatura expressos pelo presidente dos EUA, Donald Trump.