Governo Federal anuncia fiscalização rigorosa contra abusos em preços de combustíveis

Governo pede investigação do Cade sobre alta nos preços de combustíveis
Governo pede investigação do Cade sobre alta nos preços de – Reprodução

O Governo Federal anunciou, nesta terça-feira (17), durante coletiva de imprensa no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em Brasília, um conjunto de medidas para fiscalizar os preços dos combustíveis em todo o país, diante de indícios de aumentos abusivos.

Uma força-tarefa liderada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon/MJSP), envolvendo mais de 100 Procons municipais e estaduais, já fiscalizou 669 postos de combustível em 16 estados, além de 64 distribuidoras e ao menos uma refinaria. O objetivo é garantir transparência na formação de preços e proteger o consumidor em um cenário de instabilidade internacional.

Com a mobilização nacional iniciada, a Senacon e os Procons atuam de forma integrada em regiões e cidades com elevações expressivas nos preços do diesel e da gasolina, com base em dados consolidados pelo Ministério de Minas e Energia (MME), abrangendo cerca de 19 mil postos em 459 municípios.

Na coletiva, participaram o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; o secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita; o diretor de Operações Integradas e Inteligência (Diopi/Senasp), Anchieta Nery; o diretor-executivo da Polícia Federal (PF), William Marcel Murad; e o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Artur Watt Neto.

O ministro da Justiça destacou que o Governo atuará com rigor para proteger os consumidores. “Seremos absolutamente vigilantes. É inadmissível, no contexto atual de guerra, que fatores externos sejam utilizados como justificativa para aumentos indevidos”, declarou, informando que a Polícia Federal já abriu investigação para apurar eventuais crimes contra os consumidores e a ordem econômica.

Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, lembrou medidas adotadas pelo Governo, como a retirada do PIS e Cofins dos combustíveis, previsão de subvenção a produtores e importadores de diesel e criação de imposto de exportação, para minimizar impactos do cenário internacional.

Ricardo Morishita reforçou que aumentos sem justificativa de custo configuram prática abusiva, sujeita a multas de até 13 milhões de reais, conforme o Código de Defesa do Consumidor.

A ANP, com novas atribuições, poderá aplicar multas entre R$ 50 mil e R$ 500 milhões, dependendo da gravidade. O diretor-geral da ANP, Artur Watt Neto, afirmou que os órgãos começarão a notificar, registrar preços e solicitar informações sobre custos, considerando abusiva a majoração de preços para aumentar margens de lucro com estoques antigos.

Anchieta Nery destacou a articulação nacional das forças de segurança, com compartilhamento de informações em tempo real, acionando todos os estados via Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), delegados de Polícia Civil e procuradores de Justiça.

William Marcel Murad informou que a PF instaurou inquérito para apurar condutas graves, como formação de cartel e crimes contra a economia popular, dada a repercussão nacional.

As ações incluem verificação do cumprimento de deveres de informação ao consumidor, como divulgação clara de preços e benefícios tributários pelo Decreto 12.876/2026, além da identificação da origem do combustível e do distribuidor responsável para rastreabilidade.

A Senacon acionou a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e o Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), enviando ofícios com análise preliminar de aumentos abruptos e generalizados.

T CSM

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