O Governo do Brasil iniciou nesta semana uma megaoperação na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, para combater a exploração ilegal de ouro por garimpeiros. A operação, deflagrada na quarta-feira (25), envolve diversos órgãos federais, incluindo o Ministério dos Povos Indígenas, a Funai, o Ministério da Defesa, a Abin, a AGU, o Ibama, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional, a Casa Civil e o Censipam.
A ação tem como objetivo retirar os invasores e preservar a efetividade da operação, com detalhes operacionais mantidos em sigilo por razões de segurança. A Terra Indígena Sararé abriga 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuídos em sete aldeias, e se estende por 67 mil hectares nos municípios de Conquista D’Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade. Homologada em 1985, a área tem enfrentado conflitos devido ao garimpo ilegal nos últimos anos.
Conforme dados do Censipam, 4.200 hectares da TI já foram atingidos pela exploração ilegal. O ouro, de alto valor de mercado, atrai invasores em busca de enriquecimento ilícito. O Plano de Desintrusão foi elaborado pelo Comitê Interministerial de Desintrusão de Terras Indígenas (CIDTI), sob sigilo, e serve como referência para a remoção de não indígenas e infraestrutura instalada, alinhado a uma decisão judicial.
Nos dois primeiros dias de incursões, 51 pessoas foram presas. A operação busca devolver a posse da terra e o usufruto aos indígenas, protegendo a vida do povo Nambikwara, seus usos, costumes e território.
*Com informações da Secretaria de Comunicação Social