BASTIDORES
As definições da Série B só serão definidas no Conselho Técnico da competição
Hugo Jorge Bravo, vice-presidente do Vila Nova. Foto: Roberto Corrêa – Vila Nova
A temporada 2026 ainda está no início, mas a disputa da Série B já gera apreensão nos bastidores do futebol brasileiro. O vice-presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, demonstrou preocupação com a indefinição sobre quem irá arcar com custos essenciais da competição, como arbitragem, exames antidoping e despesas logísticas das equipes. Segundo o dirigente colorado, ainda não há uma posição clara da CBF sobre a manutenção desses encargos, que nos últimos anos ficaram sob responsabilidade da entidade. Para ele, a incerteza cria um cenário alarmante para os clubes.
“Nesse momento, há muitas especulações. Vai acontecer o congresso técnico da Série B, no qual será repassado qual será a participação da CBF no auxílio à logística, arbitragem e doping, custos que ao longo dos últimos anos sempre foram bancados por eles. Os clubes têm um contrato com um investidor firmado em outra gestão da CBF. Agora há uma nova administração, e precisamos entender e conciliar os interesses dos clubes e da CBF. Mas, até o momento, o cenário da Série B é terrível”, afirmou.
Hugo Jorge Bravo também revelou outra preocupação nos bastidores: a possibilidade de redução da cota destinada aos clubes em relação a 2025. Para ele, a medida representaria um retrocesso e poderia comprometer o equilíbrio financeiro das equipes.
“Já se fala em uma cota inferior à do ano passado e, se ainda forem atribuídas aos clubes as despesas com logística e arbitragem, a situação fica ainda mais complicada. Mesmo assim, confio na atual gestão da CBF pela seriedade, sensibilidade e nível de profissionalismo que vem demonstrando. Porque, se isso não se confirmar, pode ter certeza de que a competição entra em colapso”, destacou.
O dirigente explicou que aguarda o congresso técnico da Série B para que essas definições sejam oficialmente apresentadas. Ele também comentou sobre os direitos de transmissão da competição. Segundo Hugo, São Bernardo e Náutico optaram por um modelo diferente e terão jogos exibidos pela Globo, enquanto as demais equipes terão suas partidas transmitidas pela ESPN, que adquiriu os direitos até 2027.
“Temos agora essa celeuma, e cabe à CBF, como casa-mãe do futebol brasileiro, buscar uma conciliação entre os clubes para que o campeonato aconteça de forma mais sólida. Imaginar que, do dia para a noite, os clubes passem a arcar com logística e arbitragem, com custos que hoje não saem por menos de 200 a 250 mil reais por jogo, é inviável. Quem vai bancar isso? Seria um colapso total, com risco de WO, demissões de jogadores e sérios problemas para a competição”, concluiu.