IgesDF completa sete anos e consolida rede de urgência no DF

IgesDF completa sete anos e consolida rede de urgência no DF
IgesDF completa sete anos e consolida rede de urgência no DF – Reprodução

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) comemora sete anos de atividades, período em que se consolidou como um pilar da rede de urgência e emergência e referência em um novo modelo de gestão para a saúde pública. A implementação do instituto visou proporcionar maior agilidade e eficiência, o que resultou na redução do tempo de espera por atendimento, na melhor organização das unidades e na aceleração de exames para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) no DF.

Criação e expansão da rede IgesDF

O instituto foi concebido para modernizar a saúde pública, ampliando atendimentos e reorganizando os fluxos assistenciais. A organização surgiu oficialmente pela Lei Distrital nº 6.270, de 30 de janeiro de 2019, a partir da transformação do Instituto Hospital de Base do Distrito Federal (IHBDF), que havia sido criado em 2017. O objetivo era conceder maior autonomia administrativa e financeira a unidades estratégicas, agilizando processos de compras, contratações e manutenção. “A saúde não é estática; ela é dinâmica, urgente e lida com vidas”, afirma o presidente do instituto, Cleber Monteiro. “O IgesDF foi criado justamente para dar agilidade aos processos, permitir decisões mais rápidas e garantir que o cuidado chegue no tempo certo ao paciente.”

Ampliação dos serviços

Inicialmente, a gestão do IgesDF foi estendida ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e às unidades de pronto atendimento (UPAs), padronizando processos e reforçando equipes. A partir de 2021, a rede se expandiu com novas UPAs em regiões como Ceilândia, Paranoá, Brazlândia e Riacho Fundo II. “A ampliação das UPAs leva a assistência mais perto de quem precisa, com mais resolutividade para os usuários do SUS”, destaca o vice-presidente do IgesDF, Rubens Pimentel.

Investimentos e atuação na pandemia

Pouco após sua criação, o IgesDF teve um papel crucial durante a pandemia de covid-19, ampliando leitos de UTI e contratando profissionais de forma emergencial. “Foi um momento de decisões difíceis e urgentes. Cada leito aberto e cada profissional contratado representavam uma chance real de salvar vidas”, relembra Cleber Monteiro. Superada a fase crítica, o foco voltou-se para investimentos em tecnologia, com a aquisição de tomógrafos e equipamentos de ressonância magnética, e para a retomada de cirurgias eletivas. “Mais tecnologia e melhores fluxos significam mais cirurgias realizadas, menos cancelamentos e mais qualidade no cuidado ao paciente”, explica o diretor de Atenção à Saúde, Edson Ferreira.

Humanização e crescimento estratégico

Em 2024, a incorporação do Hospital Cidade do Sol (HSol) representou um novo marco na expansão do instituto. A humanização do atendimento também se tornou um eixo central, com o programa Humanizar, idealizado pela primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha. A iniciativa antecedeu a Lei nº 15.126, que em abril de 2025 instituiu a atenção humanizada como diretriz no SUS. “O instituto estava à frente do seu tempo. Quando a lei mudou, o Humanizar já era uma realidade consolidada”, ressalta Anucha Soares, gerente-geral de Humanização e Experiência do Paciente.

Modernização da rede IgesDF

Nos últimos dois anos, a rede composta pelo Hospital de Base (HBDF), HRSM, HSol e 13 UPAs recebeu melhorias significativas em infraestrutura e processos. A reorganização dos fluxos cirúrgicos no HBDF e no HRSM aumentou a produtividade, enquanto novos equipamentos aceleraram diagnósticos. A tecnologia foi ampliada com a expansão da teleconsulta nas UPAs e sistemas de agendamento ambulatorial no HBDF. O DF também avança na expansão das UPAs, com seis unidades em obra e uma em contratação, visando um total de 20.

Gestão integrada e resultados

O sétimo ano do IgesDF é celebrado com uma rede mais estruturada e tecnológica. Programas de acolhimento, como os ambientes sensoriais para crianças com transtorno do espectro autista (TEA) no HRSM, reforçam o cuidado humanizado. “Quando falamos em sete anos do IgesDF, falamos de pessoas, de profissionais que sustentaram a saúde do DF nos momentos mais críticos e de pacientes que tiveram suas vidas transformadas por esse trabalho”, conclui Cleber Monteiro.

T LB

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