IGP-M sobe 0,52% em março com pressão de agropecuários e petróleo

IGP-M de 2026 passa de 3,71% para 3,18%, projeta Focus
IGP-M de 2026 passa de 3,71% para 3,18%, projeta Focus – Reprodução

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como ‘inflação do aluguel’, registrou alta de 0,52% em março, revertendo a deflação de 0,73% observada em fevereiro. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com isso, o IGP-M acumula deflação de 1,83% nos últimos 12 meses.

O avanço do índice foi impulsionado principalmente pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a inflação no atacado e tem peso de 60% no IGP-M. Em março, o IPA subiu 0,61%, pressionado por produtos agropecuários como bovinos, ovos, leite, feijão e milho. Destaque para os ovos, com alta de 16,95% no mês, após elevação de 14,16% em fevereiro, e o feijão, que encareceu 20,91%, seguindo alta de 13,77% no mês anterior.

Outro fator de pressão veio dos derivados do petróleo, influenciados pelo agravamento do cenário geopolítico no Oriente Médio. O subgrupo de produtos derivados do petróleo registrou alta de 1,16% em março, após deflação de 4,63% em fevereiro. Nos últimos 12 meses, porém, esse subgrupo ainda acumula queda de 14,13%.

A guerra na região, desencadeada em 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, afeta países produtores de petróleo e rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo. Isso gerou distorções na cadeia de suprimentos e escalada de preços no mercado global.

No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30%, avançou 0,30%, puxado pela gasolina, que subiu 1,12%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), responsável por 10% do IGP-M, registrou alta de 0,36%.

O IGP-M é utilizado como referência para reajustes anuais de contratos de aluguel, tarifas públicas e serviços essenciais. No entanto, cláusulas contratuais que preveem reajuste apenas em caso de variação positiva podem impedir reduções nos aluguéis mesmo com o acumulado negativo. A coleta de preços para o índice foi realizada entre 21 de fevereiro e 20 de março, em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.

T CSM

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