Imagens de elevador e lapso em monitoramento são peças-chave na morte da corretora Daiane Alves

Emboscada

Inquérito apura se apagão e desligamento de energia foram usados para atrair a vítima ao subsolo

Sabotagem de energia e falha em câmeras atraíram corretora para a morte (Foto: reprodução / redes sociais)

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Um lapso de aproximadamente oito minutos nas imagens das câmeras de segurança do condomínio é um dos principais pontos da investigação sobre a morte da corretora Daiane Alves, 43 anos. A Polícia Civil apura se o síndico Cléber Rosa de Oliveira teria interferido no sistema de monitoramento para provocar o “apagão” justamente no intervalo em que o crime pode ter ocorrido. Ele e o filho foram presos pela suspeita de envolvimento no caso nesta quarta-feira (28).

Os investigadores também analisam a hipótese de que o desligamento do padrão de energia do prédio, atribuído ao suspeito após um impasse envolvendo uma reunião virtual de síndicos, tenha sido usado como estratégia para atrair a vítima até o subsolo, onde ela foi vista pela última vez. As imagens dos elevadores do prédio foram consideradas decisivas para o avanço das apurações. 

As gravações mostram Daiane Alves entrando no elevador e descendo até o subsolo no dia 17 de dezembro, data do desaparecimento. Após esse registro, não há novas imagens da corretora deixando o condomínio, o que reforça a hipótese de que o crime tenha ocorrido dentro do próprio edifício.

De acordo com a investigação, o sistema de monitoramento apresentou um intervalo sem gravação de cerca de oito minutos exatamente no período em que Daiane esteve no subsolo. A polícia apura se o lapso foi causado por falha técnica ou se houve manipulação deliberada do sistema. Técnicos analisam o funcionamento do circuito interno de monitoramento e a possibilidade de desligamento intencional dos equipamentos.

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Outro ponto sob apuração é o desligamento do padrão de energia do condomínio no mesmo dia. Segundo depoimentos colhidos durante a investigação, o síndico teria interrompido o fornecimento após um desacordo relacionado a uma reunião virtual entre síndicos, da qual ele queria participar presencialmente. A queda de energia pode ter comprometido temporariamente o funcionamento das câmeras e criado um cenário favorável à ação criminosa.

Embora apenas uma imagem do síndico tenha sido oficialmente registrada no prédio às 12h17, moradores relataram à polícia que ele esteve no local outras vezes ao longo do dia. Esses relatos são confrontados com dados técnicos, registros de acesso e análises de deslocamento feitas pelos investigadores.

A Polícia Civil segue apurando se o desligamento da energia e o lapso nas imagens foram parte de uma ação planejada para atrair a vítima ao subsolo e dificultar a identificação da dinâmica do crime. O inquérito também busca esclarecer a participação de terceiros e o grau de envolvimento de cada investigado no caso.

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T CSM

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