Os índices de preços ao consumidor e ao produtor da China registraram uma leve alta em agosto, mas permaneceram abaixo da meta, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira (9), enquanto a segunda maior economia do mundo enfrenta uma demanda interna frágil.
O índice de preços ao consumidor (IPC), um indicador-chave da inflação, ficou em 0,8% em agosto, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas (ONE), o que representa uma alta em relação ao resultado de 0,5% registrado em julho.
O dado está dentro da previsão de uma pesquisa da agência financeira Bloomberg com economistas.
Pequim enfrenta uma queda persistente nos gastos internos desde o fim da pandemia de covid-19.
O IPC permanece abaixo da meta de 2% há mais de três anos e entrou em território negativo algumas vezes neste período.
A atividade frágil representa desafios para as autoridades chinesas, que buscam manter o impulso do crescimento, apesar do desempenho sólido das exportações e de diversos setores de alta tecnologia.
Os preços ao produtor também registraram alta em agosto, segundo o ONE, com um aumento de 3,8% em termos anuais, resultado que ficou acima dos 3,5% registrados em julho e superou a projeção de 3,6% da pesquisa da Bloomberg.
Os números foram divulgados um dia após os dados que mostraram um forte aumento nas importações e exportações da China no mês passado, impulsionados pelo crescimento da demanda global por produtos tecnológicos em meio ao boom da inteligência artificial.