Desde o início da operação Sem Desconto, em abril do ano passado até agora, o governo já registrou mais de 16 milhões de contestações de descontos irregulares em aposentadorias e benefícios. Quatro milhões e 200 mil aposentados já receberam o dinheiro. A informação é do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, que prestou depoimento à CPI Mista nesta quinta-feira (5).
Mesmo assim, outros 826 mil aposentados ainda podem fazer a contestação. O procedimento é simples, segundo Gilberto Waller. Não há prazo para isso. E o dinheiro entra de volta na conta em três dias.
“Basta ele contestar e basta ele falar: aceito o acordo. Quando ele aceita o acordo, 3 dias depois é depositado na sua conta benefício ou ainda é trazido aonde ele recebe o seu benefício. Sem a necessidade de intermediário, sem deságio, sem nada que ele venha a perder. Corrigido pelo IPCA”.
Gilberto Waller foi chamado à CPMI para fazer um balanço. O “pós Operação Sem Desconto”, segundo ele. Imediatamente houve o bloqueio de R$ 2,8 bilhões das associações para que o ressarcimento pudesse ser feito. Outros R$ 3 bilhões foram bloqueados depois.
O presidente do INSS, no entanto, defendeu os consignados. Mas com regras claras e fiscalização. Até por conta da movimentação que esses recursos geram. Quase R$ 5,5 bilhões são jogados na economia todos os meses, segundo ele.
“Acabar com o crédito consignado do aposentado e pensionista, afetaria todo o mercado financeiro, afetaria toda a economia nacional e por isso a nossa preocupação de tratar com probidade e com zelo essa questão do crédito consignado”.
Não custa lembrar: quem ainda não pediu o ressarcimento, é só entrar no aplicativo Meu INSS, abrir a contestação, não reconhecer os descontos e aguardar. Gilberto Waller ainda explicou que, mesmo recebendo esse dinheiro de volta, ações na Justiça contra as associações ainda são possíveis.