Em dezembro de 2025, o Tesouro Direto alcançou 1.196.655 operações de investimento, totalizando R$ 9,48 bilhões aplicados, o segundo maior valor da série histórica. Os resgates somaram R$ 3,53 bilhões, resultando em uma emissão líquida de R$ 5,95 bilhões, que se tornou o recorde histórico.
As aplicações de até R$ 1 mil representaram 56,6% das operações, com uma média de R$ 7.918,47 por operação. O título mais demandado foi o Tesouro Selic, com R$ 4,9 bilhões em vendas, equivalente a 51,5% do total. Os títulos indexados à inflação somaram R$ 3,4 bilhões (36%), enquanto os prefixados totalizaram R$ 1,2 bilhão (12,5%). Destaque para os novos títulos Tesouro RendA+, com R$ 764,6 milhões (8,1%), e Tesouro Educa+, com R$ 150,7 milhões (1,6%).
Nos resgates antecipados, os títulos indexados à Selic predominaram, com R$ 2,4 bilhões (69,3%). Os indexados à inflação representaram R$ 760 milhões (21,5%), e os prefixados, R$ 322,3 milhões (9,1%). Em termos de prazos, 41% das vendas concentraram-se em títulos com vencimento entre 5 e 10 anos, seguido por 39,2% em prazos de 1 a 5 anos e 19,8% acima de 10 anos.
Ao longo de 2025, as vendas totais atingiram R$ 89,3 bilhões, um aumento de 31,5% em relação a 2024, com 10,6 milhões de operações, 15,2% a mais. Esses valores representam os maiores anuais da história do programa.
O estoque do Tesouro Direto fechou dezembro em R$ 213,2 bilhões, alta de 3,8% ante novembro e 35,9% em comparação com dezembro de 2024. Os títulos indexados à inflação lideram com 50,2% (R$ 107 bilhões), seguidos pelos Selic (37,2%, R$ 79,3 bilhões) e prefixados (12,6%, R$ 26,9 bilhões). Pelo perfil de vencimento, 45,7% do estoque vence em mais de 5 anos, 43,1% entre 1 e 5 anos, e 11,2% em até 1 ano.
O número de investidores ativos chegou a 3.436.324, aumento de 127.019 no mês e 14% no ano. Já os cadastrados totalizam 34.256.941, com 286.030 novos no mês e 3.213.100 ao longo de 2025.