Entrando na segunda semana de guerra no Oriente Médio, o regime iraniano parece se manter firme no objetivo de manter as estruturas repressivas de pé, apesar dos ataques intensos dos EUA e Israel contra alvos estratégicos no país.
Um dos receios crescentes da ditadura islâmica é a instauração de uma nova onda de manifestações em meio ao conflito. O chefe da polícia nacional, Ahmad-Reza Radan, declarou que as autoridades estão prontas para tratar qualquer opositor como “inimigo” nas ruas.
“Se alguém se apresentar em sintonia com os desejos do inimigo, não o veremos mais como um mero manifestante, mas sim como um inimigo”, disse Radan à emissora estatal IRIB na terça-feira. Ele acrescentou que “todas as nossas forças estão prontas, com as mãos no gatilho, preparadas para defender a revolução”.
As novas ameaças direcionadas a opositores do regime surgem em meio a declarações do governo americano de que o povo iraniano decidirá em breve o futuro do país.
Na semana passada, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse que a população do país persa não deve protestar no momento, em meio à campanha militar dos EUA e de Israel, mas “chegará um momento” em que o determinarão que “é a hora de aproveitar essa vantagem” contra o regime.
Poucos meses atrás, o Irã foi palco de protestos massivos contra a situação econômica e política. Rapidamente, o regime reprimiu brutalmente os protestos antigovernamentais, deixando um saldo de milhares de mortos e detidos.
Na ocasião, o presidente Donald Trump prometeu enviar ajuda para conter os assassinatos em massa no país. No último dia 28, os EUA lançaram os primeiros ataques em colaboração com Israel, com um discurso focado em destruir o programa nuclear desenvolvido pelo regime de Teerã.