Irmãos desaparecidos em Bacabal completam um mês sem pistas sobre paradeiro

Irmãos desaparecidos em Bacabal completam um mês sem pistas sobre paradeiro
Irmãos desaparecidos em Bacabal completam um mês sem pistas sobre – Reprodução

Os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completam nesta quarta-feira (4/2) um mês de desaparecimento no interior do Maranhão, sem que as autoridades tenham chegado a um desfecho sobre o caso. As crianças sumiram no dia 4 de janeiro no quilombo São Sebastião dos Pretos, localizado na zona rural de Bacabal, e, desde então, a região é palco de uma das maiores operações de busca já realizadas no estado.

De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão, o território onde os irmãos desapareceram apresenta obstáculos significativos para as equipes: mata fechada, áreas alagadiças e diversos cursos d’água, fatores que ampliam a complexidade das buscas. O quilombo fica a cerca de 20 quilômetros do centro urbano do município.

Desaparecimento e primeiros dias

No dia do sumiço, três crianças — Ágatha, Allan e o irmão mais velho, Anderson Kauan, de 8 anos — saíram de casa para brincar e procurar um pé de maracujá. Horas depois, sem retorno, familiares acionaram as autoridades e iniciaram buscas por conta própria.

A operação oficial começou no dia seguinte, com a atuação conjunta das polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, além de moradores voluntários. Com o passar dos dias, a estrutura foi reforçada com helicópteros, drones e cães farejadores.

No dia 7 de janeiro, Anderson foi encontrado com vida por um carroceiro, em um matagal a cerca de quatro quilômetros da residência da família. Ele estava sem roupas e em estado de exaustão. Objetos que teriam pertencido à criança foram localizados posteriormente, mas itens encontrados na mata nos dias seguintes acabaram descartados pela polícia como não pertencentes aos irmãos menores.

Reforço das operações e linhas de investigação

A partir da segunda semana, as buscas ganharam apoio do Exército Brasileiro, do Batalhão Ambiental e da Marinha do Brasil, que passou a atuar em áreas aquáticas. Somente no Rio Mearim, bombeiros percorreram cerca de 180 quilômetros em busca de vestígios. Lagos da região, como o Lago Limpo e o Lago da Mata, também foram alvo de varreduras.

Durante o mês, surgiram denúncias e boatos apontando possíveis avistamentos das crianças em outros estados, como Pará e São Paulo. Todas as informações foram investigadas e descartadas pela polícia. O delegado responsável pelo caso, Ederson Martins, também desmentiu versões que circularam nas redes sociais sugerindo envolvimento da mãe e do padrasto no desaparecimento.

Atualmente, a Polícia Civil do Maranhão trabalha com a principal hipótese de que as crianças tenham se perdido na mata, sem excluir completamente outras possibilidades, inclusive eventual participação de terceiros.

Um mês de buscas sem respostas

Ao longo de 30 dias, mais de 260 agentes atuaram diretamente nas operações, com apoio de forças de outros estados e centenas de voluntários. Em alguns momentos, o efetivo mobilizado ultrapassou mil pessoas. Apesar da varredura detalhada de aproximadamente 200 quilômetros de mata e do encerramento oficial das buscas aquáticas em 22 de janeiro, não foram encontrados rastros, objetos ou indícios concretos que indiquem o destino seguido por Ágatha e Allan.

Mesmo após um mês sem respostas, as autoridades afirmam que as buscas continuam, enquanto familiares e moradores do quilombo mantêm a esperança de localizar as crianças.

T CSM

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