Um júri de Los Angeles considerou big techs culpadas de manter mecanismos que viciam crianças e adolescentes em redes sociais. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (25) em um julgamento histórico que pode influenciar outros processos em andamento nos EUA.
O conglomerado de tecnologia e comunicação Meta e a plataforma de vídeos Youtube foram considerados negligentes em um caso envolvendo uma jovem de 20 anos que alegou ter se tornado viciada em aplicativos e redes sociais durante a infância. Em seus argumentos, ela afirmou que, devido à presença de recursos de design que eram viciantes, teve prejuízos em sua saúde mental que duram até hoje.
O julgamento, que começou no final de janeiro no Tribunal Superior de Los Angeles, resultou em uma indenização de US$ 3 bilhões por danos morais e outras perdas econômicas. De acordo com o veredito, a Meta ficou responsável por 70% dos custos e o YouTube pelo restante.
O júri, composto por sete mulheres e cinco homens, ainda deliberará para decidir quais danos punitivos adicionais as empresas devem pagar por dor, sofrimento ou fraude contra a usuária. A decisão histórica pode resultar em mudanças nos mecanismo dentro desses aplicativos e repercutir em outros julgamentos que ocorrem nos EUA – atualmente, há mais de 1.500 casos semelhantes contra empresas de tecnologia na Justiça.
Nesta terça, um júri do Novo México já havia concluído que a Meta era culpada de ocultar informações sobre falhas em suas plataformas e práticas comerciais que facilitavam a exploração sexual infantil, e ordenou que a empresa pagasse uma multa de US$ 375 milhões.