O Kremlin chamou nesta quinta-feira (27) de “histórias alarmistas” as informações da imprensa americana de que uma visita incomum do diretor da CIA a Moscou nesta semana teve como objetivo dissuadir a Rússia de atacar a Otan.
“Estão sendo divulgadas muitas notícias alarmistas. É claro que isso não tem nada a ver com a realidade nem com as intenções da Rússia”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. Ele insistiu que Moscou enfrenta uma “agressão” dos países europeus.
O diretor da CIA, John Ratcliffe, se reuniu na terça-feira em Moscou com oficiais da inteligência russa.
O Wall Street Journal e o canal CBS informaram na quarta-feira que Ratcliffe tentou dissuadir a Rússia de atacar um país membro da Otan, já que avaliações da inteligência indicam que Moscou poderia tentar pôr a aliança à prova.
O WSJ afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, poderia desafiar a Otan com um “ataque limitado” em breve.
O porta-voz do Kremlin afirmou ainda que a Rússia continua com a “operação militar especial”, termo oficial para a ofensiva iniciada em fevereiro de 2022 contra a Ucrânia.
“A Rússia preferia alcançar seus objetivos por meios pacíficos, mas, como isso não é possível, continua com sua operação militar especial. Isso é para garantir sua segurança e seus interesses”, declarou Peskov.
As negociações mediadas pelos Estados Unidos para tentar acabar com o conflito permanecem estagnadas.