A ex-deputada distrital Liliane Roriz foi despejada de uma fazenda em Luziânia (GO) após decisão judicial. A ação ocorreu em meio a uma disputa pela herança do pai, o ex-governador Joaquim Roriz.
Despejo de Liliane Roriz
A Justiça de Goiás determinou a reintegração de posse do imóvel à Agropecuária Palma, empresa administrada por sua irmã, Weslliane Roriz. A decisão da 1ª Vara Cível da Comarca de Luziânia foi cumprida com apoio da Polícia Militar de Goiás.
A juíza Luciana Vidal Pellegrino Kredens afirmou que Liliane Roriz mudou de endereço sem comunicar a Justiça, o que impediu a intimação. A magistrada considerou a omissão como comportamento contrário à boa-fé processual.
Entenda o caso
- As filhas de Joaquim Roriz disputam a herança desde 2018, com episódios envolvendo a polícia e processos judiciais.
- A reintegração foi autorizada pela 1ª Vara Cível de Luziânia, com cumprimento nesta semana.
- A Agropecuária Palma alegou ser a legítima proprietária do imóvel, integrante da Fazenda Palmas, e que Liliane tinha apenas autorização verbal para uso da casa de campo.
- Liliane passou a ocupar áreas de pastagem e introduziu rebanho próprio, segundo a empresa.
- A companhia pediu indenizações por danos materiais, aluguel, extração de eucalipto e danos morais, totalizando R$ 531,4 mil.
- Em abril de 2022, a Justiça determinou a reintegração de posse e condenou Liliane ao pagamento de indenização pela retirada de eucaliptos.
- Em outubro de 2025, a juíza determinou o cumprimento definitivo da sentença.
- A ex-deputada afirma que a reintegração configura “desvio de finalidade”.
Weslliane argumentou, no processo, que é a legítima proprietária do imóvel que integra a Fazenda Palmas. A filha mais velha de Joaquim Roriz alegou que foi dada à irmã mais nova a concessão verbal para utilizar a casa de campo. No fim de 2016, Liliane passou a ocupar áreas de pastagem, introduzindo rebanho próprio.
A filha mais velha de Joaquim Roriz pediu à Justiça de Goiás a condenação da irmã ao pagamento de indenização por danos materiais, aluguel, extração de eucalipto e danos morais, totalizando R$ 531,4 mil.
Em abril de 2022, a juíza julgou o pedido parcialmente procedente para determinar a reintegração de posse e condenar Liliane ao pagamento de indenização pela retirada dos eucaliptos. O valor será apurado em sede de liquidação.
O processo seguiu tramitando com recursos das partes e, em outubro de 2025, a magistrada determinou o cumprimento da sentença.
Posicionamento de Liliane Roriz
A defesa de Liliane afirmou que a irmã, na condição de administradora, concentra sob seu controle o patrimônio familiar, utilizando-o de forma personalíssima. A defesa alega desvio de finalidade empresarial.
A defesa declarou que há provas de retenção de lucros, transferências financeiras e uso privado de terras e bens da empresa. A defesa afirma que a recente tentativa de reintegração de posse é uma medida retaliatória.
A defesa de Liliane afirmou que a ação não é uma defesa possessória genuína, mas um instrumento de pressão. A defesa busca justiça e igualdade entre os sócios.