A marquise do parque Ibirapuera será reinaugurada neste sábado (24), véspera do aniversário de São Paulo. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) é uma das autoridades esperadas para a solenidade, que deve ocorrer no período da manhã. Uma exposição de fotos do fundo do mar acompanhará o evento de reabertura.
A marquise tem 27 mil metros quadrados e começou a ser reformada em 2024 após anos de discussão sobre os rumos do projeto -o local é tombado e qualquer intervenção sobre sua estrutura passa pelo órgão de defesa do patrimônio.
O local enfrenta interdições parciais desde 2019 e foi definitivamente fechado em agosto de 2020. A reforma, porém, começou apenas em 2024.
Custeada pela prefeitura e executada pela Urbia, concessionária responsável pela gestão do Ibirapuera, a reforma custou R$ 84 milhões ao todo e enfrentou atrasos e aditivos justamente pela condição de tombamento.
A marquise é uma cobertura de concreto armado sustentada por 120 colunas. A peça de formato geométrico irregular, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012), é tombada pelo patrimônio histórico e faz a ligação entre equipamentos culturais do parque, como o MAM (Museu de Arte Moderna), a Oca e o Museu Afro Brasil.
Regras para uso do espaço ainda não foram oficializadas
As regras de uso da marquise ainda não estão oficializadas, mas não destoam daquelas projetadas pela gestão Ricardo Nunes (MDB) no final do ano passado.
A reinauguração da área virá com áreas exclusivas para a prática de skate, patins e BMX, esportes historicamente praticados no local, e uma outra, com cerca de 700 metros quadrados, liberada para crianças com bicicletas até aro 16.
Antes, a prática das modalidades ocorria em todo o espaço da marquise. A gestão Nunes chegou a elaborar uma minuta de um texto que proibia práticas esportivas e piqueniques no espaço, mas recuou.
Os locais reservados a cada esporte serão divididos por fitas coladas ao chão. Não haverá grades e a ideia é que os próprios praticantes fiscalizem o cumprimento da regra.
Parte do espaço será usada também para exposições culturais. A ideia é que artistas apresentem seus projetos à concessionária que, por sua vez, avaliará a viabilidade da apresentação junto às autoridades.
DUAS ÁREAS PERMANECEM FECHADAS
Há ainda duas áreas ao redor da marquise que permanecem fechadas até segunda ordem. A primeira é o MAM, o Museu de Arte Moderna, que passa por reforma até agora sem prazo para terminar.
A segunda é um espaço projetado para ser um restaurante. Um comércio alimentício chegou a existir, em uma área também projetada por Oscar Niemeyer, mas passou por sucessivas reformas ao longo dos anos. Ao fim, o projeto original acabou desfigurado e o imóvel, demolido.
A Urbia ainda discute com as autoridades a planta do prédio que pretende erguer. O parque conta com outros cinco restaurantes.
A concessionária quer aproveitar ao máximo o espaço da marquise porque a reinauguração da área cria um custo adicional de R$ 3,5 milhões ao ano, segundo a empresa.