Mercado imobiliário do DF movimentou R$ 4,85 bilhões em 2025

Mercado imobiliário do DF movimentou R$ 4,85 bilhões em 2025
Mercado imobiliário do DF movimentou R$ 4,85 bilhões em 2025 – Reprodução

O mercado imobiliário do Distrito Federal fechou 2025 com crescimento de 7,9% no valor médio do metro quadrado e movimentou R$ 4,85 bilhões em vendas, com 6.009 unidades comercializadas, segundo o Anuário do Mercado Imobiliário do – Panorama 2025, da QuadraImob. Os dados foram apresentados na manhã desta terça-feira no evento Quadro Imobiliário de 2026, a 8ª edição registrada desde 2018. O preço do metro quadrado passou de R$ 13.211 reais em 2024 para R$ 14.254 no ano passado.

Realizado no Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), o evento teve início com o discurso do sócio diretor da QuadraImob, Rogério Oliveira. Na ocasião, ele agradeceu às empresas parceiras e destacou que 2026 começou com bons lançamentos no mercado imobiliário do DF.

“O mercado imobiliário do DF mostrou maturidade em 2025, manteve um ritmo consistente de lançamentos, vendeu mais do que lançou, apresentou valorização em praticamente todas as regiões e distribuiu melhor a oferta entre os segmentos. São fundamentos sólidos e com isso acreditamos que o mercado imobiliário do DF está preparado para construir, em 2026, grandes resultados”, comentou Rogério.

No anuário, o desempenho do mercado foi dividido em Médio e Alto Padrão (MAP) e Econômico. No primeiro segmento, a liderança ficou o Noroeste, que finalizou o ano com 976 unidades ofertadas com um total de R$ 2,28 bilhões  em vendas. No médio padrão Águas Claras ficou em primeiro com 2.238 ofertas e valor de R$ 2,32 bilhões, representando 29% do mercado no DF. Como destaque no econômico, Samambaia se protagonizou na área com 1.230 moradias e valor de R$ 555,60 milhões.

Em muitas regiões administrativas o crescimento superou a média do DF. Entre elas, se destacam: Gama (20,3%), Sudoeste (18,5%), Ceilândia (17,5%), Samambaia (12,8%), Planaltina (12,2%) e Taguatinga (11,6%). O que chama atenção é o fato de cinco delas pertencerem ao segmento Econômico. “O Gama é uma região que merece bons olhos, pois houve uma valorização representativa no preço médio da região, além de disponibilizar uma oferta pequena com apenas 144”, comentou o especialista no mercado, Marco Antônio Demartini.

A respeito do valor médio do DF, Marco aponta que a quantia está dentro do esperado ao considerar também o cenário econômico. “Hoje, o preço médio do metro quadrado no DF está em R$ 14.254. Mesmo com juros elevados e maior restrição de crédito, houve valorização real de 7,9% em comparação ao ano anterior, quando o valor médio era de R$ 13.211. Esse é um aspecto positivo: não se trata de uma valorização concentrada em uma única região, mas de um movimento observado de forma disseminada em todo o DF.”

Para a QuadraImob, a pesquisa evidenciou a valorização e disseminação do território para além dos polos líderes nos segmentos. O levantamento também reforça o setor imobiliário como fundamental para a movimentação econômica da capital, o que impacta em áreas como geração de empregos, a cadeia de construção civil, arrecadação tributária e dinamização de serviços.

Lançamentos mantêm o ritmo

No ano de 2025 também foram lançados 40 empreendimentos, com 4.913 unidades e o Valor Geral de Vendas (VGV) em R$ 4,43 bilhões. O ticket médio dos lançamentos ficou em torno de R$ 901,342. Entre os lançamentos, 24 foram no segmento MAP e 16 no Econômico. Mesmo que as vendas de 2025 (mais de 6 mil) tenham superado o número de ofertas no mesmo período, o cenário segue positivo. Setembro foi o mês mais relevante com 10 novos lançamentos, cerca de 25% dos lançamentos.

“As cidades mais tradicionais do segmento econômico sempre foram Samambaia,  até pela oferta de terrenos disponível na região, além da Ceilândia e do Gama. Mas já há algum tempo começamos a observar um movimento importante em Planaltina, que vem recebendo muitos lançamentos. O Recanto das Emas também desponta como nova frente de expansão e deve concentrar grandes lançamentos a partir de 2026”, explicou Rogério Oliveira ao Jornal de Brasília.

Para o diretor, outro dado importante apresentado foi a redução do estoque na localidade. No fim de 2024, havia mais de 8.200 unidades disponíveis no mercado primário. Já no fim de 2025, eram 7.717 ofertas. O que configura uma leve diminuição na disponibilidade de imóveis novos. 

“Isso não ocorreu por queda nos lançamentos. Pelo contrário: em 2024 foram lançados 39 empreendimentos no DF e, em 2025, 40. Esse cenário demonstra que há demanda consistente, capaz de sustentar a valorização dos preços e, ao mesmo tempo, reduzir gradualmente a oferta, um movimento considerado saudável para o mercado”, afirmou.

Minha Casa, Minha Vida 

Ainda segundo o diretor, o Programa Minha Casa Minha Vida representou cerca de 50% de todo o mercado imobiliário no Brasil em 2025. “Não é exatamente o caso do Distrito Federal como um todo, mas Brasília está entre as dez cidades do Centro-Oeste que mais assinaram contratos do Minha Casa, Minha Vida em 2025. Foi a segunda cidade com maior número de contratos na região, atrás apenas de Goiânia e à frente de Águas Lindas, que tradicionalmente concentra muitos investimentos econômicos voltados ao programa”, esclareceu.

Segundo informações do Ministério das Cidades, a região Centro-Oeste já contratou cerca de 231.435 mil moradias na localidade desde de 2023, 20 mil apenas no DF . No ano de 2025 a região atingiu o recorde histórico com crescimento de 34,6% até o mês de outubro, o que contribui para o aumento de 38,6% nos novos empreendimentos disponíveis.

Previsão para 2026

Otimista para o ano de 2026, Rogério sinaliza que será observado um aumento dos preços nos próximos meses. Para ele, o longo período de taxas de juros altas deixou as demandas reprimidas por um tempo. E com a expectativa de redução da Selic, o segundo semestre de 2025 já registrou um aumento na procura de imóveis.   

“Acreditamos que essa redução deve acontecer agora. Com a queda da Selic, as taxas de juros do crédito imobiliário também tendem a diminuir, o que deve ampliar a procura por imóveis. Quanto maior a demanda, maior a tendência de alta nos preços. Esse cenário também estimula os incorporadores a manterem o apetite por novos lançamentos. Por isso, projetamos para 2026 uma valorização novamente acima da inflação e um volume de lançamentos igual ou até superior ao registrado em 2025”, concluiu.

Prêmio Top Imobiliário 

Durante o evento também ocorreu a entrega do Prêmio Top Imobiliário Willdemir Demartini, que parabeniza as principais empresas em destaque ao longo do ano. Entre as categorias estão: Lançamentos MAP e Econômico, Vendas MAP e Econômico, Arquitetos MAP e Econômico e Agente Financeiro. O prêmio, criado em 2018, leva o nome de Willdemir Demartini, um empresário muito importante para o setor. Ele esteve presente na primeira cerimônia, mas faleceu no mesmo ano.

Confira a lista das empresas vencedoras:

Categoria Lançamentos – MAP:

Atos Construtora

Emplavi Construtora

Faenge Incorporadora

Categoria Lançamentos – Econômico:

Direcional

GSACORP

MRV

Categoria Arquitetos – MAP:

Crosara

MKZ Arquitetura

Categoria Arquitetos – Econômico:

Crosara

Categoria Agente Financeiro:

BRB (MAP)

Caixa (Econômico)

Categoria Vendas – MAP:

Base

Emplavi Construtora

PaulOOctavio Construtora

Categoria Vendas – Econômico:

Direcional

EBM

MRV

T CSM

Deixe um comentário

Fábio Andrade Contabilidade - Contador em Santa Maria DF
plugins premium WordPress