Brasília (DF), 30 de março de 2026 – O ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, participou nesta segunda-feira da assinatura de um convênio entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde). O acordo, no valor de R$ 19,6 milhões, visa impulsionar as exportações do setor de defesa e segurança, ampliando a presença de empresas brasileiras em mercados estratégicos.
O documento foi assinado pelo presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, pelo presidente da Abimde, Luiz Teixeira, e pelo ministro da Defesa, José Mucio. Na ocasião, o ministro destacou que o fortalecimento do país passa pelo investimento em áreas estruturantes do desenvolvimento nacional. “Vejo defesa na educação, na ciência, na tecnologia e nas oportunidades. Temos muito a crescer”, afirmou.
O convênio prevê o apoio a 74 empresas ao longo de dois anos, sendo cerca de 40% delas já exportadoras, por meio da participação em feiras internacionais e da realização de projetos compradores. A iniciativa será executada em articulação com o Ministério da Defesa, responsável pela estratégia de longo prazo do setor, conforme a Portaria nº 1.456/2026, e com o Ministério das Relações Exteriores, que atua na aproximação com governos estrangeiros.
O secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Heraldo Luiz Rodrigues, ressaltou a relevância do acordo para a sustentabilidade da indústria de defesa brasileira. “Uma indústria de defesa precisa da exportação para ter vida. Ela não consegue sobreviver apenas com o recurso interno do país, pois fica dependente do orçamento da União, que muitas vezes oscila. Então, esse acordo é um instrumento fundamental e essencial para o crescimento das nossas indústrias”, disse.
A Portaria nº 1.456/2026 estabelece diretrizes para a atuação do Ministério da Defesa em operações comerciais de exportação e de prestação de serviços técnicos relacionados a produtos de defesa produzidos no Brasil, conduzidos por empresas estatais vinculadas. A norma organiza procedimentos, como a manifestação de interesse por governos estrangeiros e a participação de empresas estatais nas negociações, além de reforçar o papel da Secretaria de Produtos de Defesa na articulação institucional e no apoio à Base Industrial de Defesa.
O convênio reforça a promoção comercial do setor e amplia a inserção internacional das empresas brasileiras, evidenciando a atuação coordenada entre as instituições envolvidas.