Ministro defende redução da jornada para 40 horas semanais sem corte salarial

Ministro defende redução da jornada para 40 horas semanais sem corte salarial
Ministro defende redução da jornada para 40 horas semanais sem – Reprodução

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu nesta terça-feira (10) a redução da jornada de trabalho no Brasil de 44 para 40 horas semanais, com duas folgas e sem perda de salário, durante audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados.

Marinho afirmou que o governo considera a jornada de 40 horas factível, com impactos financeiros já absorvidos ao longo dos anos. Ele enfatizou que a medida atende a um desejo dos trabalhadores, especialmente dos jovens, por mais tempo para família, estudos, cultura e lazer, além de promover um ambiente de trabalho mais saudável, o que leva a aumentos na produtividade, qualidade e redução de acidentes e absenteísmo.

A discussão ocorre no contexto de duas propostas de emenda à Constituição (PECs): a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que propõe reduzir a jornada para 36 horas com transição gradual em dez anos, mantendo a possibilidade de escala 6×1; e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP) e outros, que impõe 36 horas semanais com escala obrigatória de 4×3 e transição em um ano.

O ministro alertou que a transição imediata para 36 horas seria desafiadora, recomendando cálculos mais detalhados para sua implementação. Ele pretende apresentar dados ao setor empresarial para demonstrar que a mudança para 40 horas não representa o fim do mundo e buscar consenso, focando em melhorias no ambiente de trabalho sem discutir compensações imediatas às empresas.

Paula Montagner, da Subsecretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho, citou dados do e-Social indicando que cerca de dois terços dos trabalhadores celetistas já adotam a escala 5×2, apesar de cumprirem 44 horas. Ela estimou o custo da redução para 40 horas em 4,7% da massa salarial, variando por setor, com maiores impactos na indústria de alimentos (10,5%) e menores nos serviços (1,6%). Estudos da FGV apontam ganhos de produtividade de até 72% devido ao maior engajamento e foco em jornadas reduzidas, permitindo mais tempo para vida pessoal e qualificação.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que a proposta pode ser votada no Plenário em maio, após análise de admissibilidade na CCJC e em uma comissão especial, com diálogo amplo para avaliar impactos.

Com informações da Agência Câmara

T CSM

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