O ministro israelense da Defesa, Israel Katz, realizou nesta terça-feira (25) uma visita incomum às tropas no sul da Síria, na qual reiterou sua promessa de manter forças na região enquanto ainda houver “ameaças” à segurança de seu país.
A visita ocorreu uma semana depois de Israel bombardear a base desativada de Abu Duhur, no noroeste da Síria, alegando que queria impedir o deslocamento de tropas turcas para essas instalações.
As forças israelenses estão estacionadas em uma “zona de segurança” no sul da Síria desde a queda do governo de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024.
Os militares ocupam o que antes era uma zona de separação patrulhada pelas Nações Unidas, que mantinha afastadas as forças israelenses e sírias nas Colinas de Golã, ocupadas por Israel desde 1974.
“Aqui há atividade diária para frustrar ameaças, eliminar os remanescentes do antigo regime, impedir a perigosa consolidação do novo regime”, declarou Katz em um comunicado em vídeo divulgado por seu gabinete.
“A mensagem também é clara para o presidente da Síria: quando você acordar de manhã em seu palácio em Damasco, olhe para o Monte Hermon e, quando vir as FDI [o Exército israelense], já saberá que estamos aqui para proteger nossas comunidades e nossa fronteira”, acrescentou.
Katz afirmou que o Exército israelense permanecerá na área “enquanto houver ameaças” à segurança de seu território.
Israel realizou centenas de ataques na Síria desde a queda de Assad e fez repetidas incursões em território sírio.
As autoridades também reiteraram em diversas ocasiões seu compromisso de manter tropas na zona de segurança, onde Israel busca uma área desmilitarizada mais ampla.