Ministro José Mucio preside celebração dos 218 anos do CFN

Ministros da Justiça e Defesa alinham estratégias contra crime organizado
Ministros da Justiça e Defesa alinham estratégias contra crime organizado – Reprodução

O Ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, presidiu nesta sexta-feira (6), no Rio de Janeiro, a cerimônia de celebração dos 218 anos de criação do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN), realizada na Fortaleza de São José, na Ilha das Cobras.

Durante o evento, foram apresentados novos equipamentos e armamentos do CFN, incluindo os drones do recém-ativado Esquadrão de Reconhecimento e Ataque, os robôs da Companhia de Desativação de Artefatos Explosivos, a Embarcação de Desembarque Litorâneo e a Viatura Blindada Lançadora Múltipla, equipada com o Míssil Antinavio Nacional, que também equipa as Fragatas da Classe Tamandaré.

Na ocasião, o prêmio Fuzileiro Padrão foi entregue ao cabo Hennery Dias Barbosa. A Medalha Mérito Anfíbio foi conferida a militares da ativa da Marinha que se distinguiram pela dedicação à profissão e interesse no aprimoramento como combatentes. Comandantes dos Fuzileiros Navais da Espanha, Estados Unidos, França, Peru e Portugal foram homenageados pela cooperação com o Brasil. O evento contou ainda com um desfile de viaturas blindadas.

Ainda no mesmo dia, o Ministro José Mucio proferiu aula magna na Escola Superior de Guerra (ESG), órgão do Ministério da Defesa, dando início ao Curso Superior de Defesa (CSD). O tema abordado foi “Panorama da Defesa do Brasil em meio ao cenário geopolítico internacional”.

Em sua palestra, o ministro recordou a Guerra Fria entre Estados Unidos e a antiga União Soviética, e a corrida armamentista do século 20. Ele observou que o mundo bipolar não existe mais, dando lugar a uma realidade multilateral em diversos campos, como política, economia, militar, diplomacia, cultura e religião, projetando cenários incertos para os próximos anos.

José Mucio destacou a posição de neutralidade e índole pacífica do Brasil, distante das principais zonas de confronto, mas proativo na modernização de suas estruturas de defesa e na diplomacia. “Ampliamos a pesquisa e o desenvolvimento, adquirimos novas capacidades militares, crescemos nossa indústria, muitas vezes, fruto de parcerias estratégicas, com incorporações tecnológicas”, afirmou.

O ministro enfatizou a necessidade de as escolas militares revisarem seus currículos e processos. “Não podemos nos manter presos no passado, sob pena de não podermos ascender para o futuro. Essa é a missão do planejador estratégico de alto nível”, sublinhou.

De acordo com José Mucio, a Defesa está presente em toda a estrutura nacional, abrangendo indústria, educação, logística, tecnologia, pesquisa, ciência, infraestrutura e segurança nacional. No campo social, ele mencionou o acesso de mulheres ao serviço militar e a implantação de novas escolas no Nordeste, como o ITA do Ceará, a Escola de Sargentos em Pernambuco e o IME na Amazônia.

Estiveram presentes ao evento o Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (Emcfa), Almirante de Esquadra Renato Rodrigues de Aguiar Freire; a Secretária-Geral do Ministério da Defesa, Cinara Wagner Fredo; o Comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen; e o Chefe de Educação e Cultura do MD, Almirante de Esquadra Guilherme da Silva Costa, entre outras autoridades militares e civis.

T CSM

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