Mudanças da janela partidária reduz número de siglas na Alego

Bancada estadual

Troca de legendas movimenta deputados estaduais a seis meses da eleição e altera composição da Assembleia Legislativa de Goiás

Janela é o período que permite que os parlamentares com mandato troquem de legenda sem prejuízo ao cargo que ocupam. (Foto: Will Rosa/Alego)

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A seis meses das eleições de 2026, as movimentações na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), impulsionadas pela abertura da janela partidária, tiveram como resultado a diminuição do número de siglas com representantes na Casa de Leis.

A janela é o período que permite que os parlamentares com mandato troquem de legenda sem qualquer prejuízo ao cargo que ocupam. Com isso, o prazo que começou em 5 de março e terminou em 3 de abril provocou uma reconfiguração das bancadas.

SAIBA MAIS:

A partir das alterações, a Alego passou de 16 para 13 siglas. O comparativo é com o resultado das eleições de 2022, que definiu o quadro de deputados da 20ª Legislatura (2023-2027). O troca-troca fez com que os partidos Avante, PDT e PRTB deixassem de ser representados na Casa.

As duas cadeiras que pertenciam ao Avante eram ocupadas pelos deputados Anderson Teodoro e André do Premium. Durante a janela, Anderson Teodoro se filiou ao PRD, partido que integra federação com o Solidariedade. Já André do Premium oficializou sua ida para o União Brasil no último dia do prazo, ou seja, na sexta-feira (3).

Imagem mostra deputados da Alego reunidos durante votação de matérias (Foto: Maykon Cardoso/Alego)

O PRTB, que já se encontrava esvaziado antes mesmo da abertura da janela, perdeu todos os parlamentares eleitos pela sigla em 2022. Naquele pleito, o partido conquistou quatro cadeiras com Wagner Camargo Neto, Coronel Adailton, Dra. Zeli e Julio Pina.

Com a reorganização, Wagner Camargo Neto, Coronel Adailton e Julio Pina seguem compondo os quadros do Solidariedade. Já a deputada Dra. Zeli, que inicialmente havia anunciado filiação ao Mobiliza, recuou e optou pelo PSD na reta final do período permitido para mudança.

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Quanto ao PDT, a sigla só contava com o mandato do deputado George Morais. O político deixou o partido para integrar os quadros do MDB, do governador Daniel Vilela. A debandada tirou a única cadeira da sigla na Casa e foi justificada pelo parlamentar pela dificuldade de montar uma chapa competitiva para as eleições de 2026.

A nova composição também afetou o ranking das legendas mais numerosas na Casa. O MDB, que contou com a adesão de Morais, passou a liderar em número de parlamentares. Ao todo, são seis filiados à sigla. Já o União Brasil aparece na sequência, com cinco integrantes.

T CSM

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