A Neoenergia, em parceria com o Ministério das Mulheres, inicia a partir de março uma ação para fortalecer a proteção às mulheres vítimas de violência. As faturas de energia elétrica de mais de 17 milhões de clientes nas concessões da empresa em Bahia, Brasília, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo exibirão o número 180, da Central de Atendimento à Mulher, no verso do documento.
A iniciativa integra o cronograma do ‘Março das Mulheres’ e transforma o documento cotidiano em uma ferramenta de utilidade pública. ‘A informação salva vidas. Quando uma empresa com a capilaridade da Neoenergia incorpora o 180 em mais de 17 milhões de faturas, estamos transformando um serviço essencial em instrumento de proteção às mulheres’, afirmou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.
Solange Ribeiro, vice-presidente da Neoenergia, destacou: ‘Queremos que a presença da Neoenergia vá além do fornecimento de energia. Ao inserir o 180 nas faturas, usamos nossa capilaridade para ampliar a rede de proteção e garantir que a informação sobre acolhimento e denúncia esteja ao alcance de mais mulheres’. A executiva enfatizou que a violência muitas vezes ocorre dentro de casa, tornando essencial alcançar esses espaços.
O Ligue 180 é um serviço gratuito, confidencial e disponível 24 horas por dia. Ele registra denúncias de violência, oferece orientações sobre direitos e legislação, e encaminha para a rede de atendimento especializado, garantindo anonimato e contato com autoridades.
Em 2025, o canal registrou mais de 1 milhão de atendimentos, equivalendo a cerca de 3 mil por dia, e 155.111 denúncias de violência contra mulheres, uma média de 425 por dia. Em janeiro de 2026, foram contabilizados 90.758 atendimentos e 15.575 denúncias.
A medida ganha relevância diante do cenário de violência no país. Em 2025, o Brasil registrou um recorde de 1.548 vítimas de feminicídio, uma média de quatro mortes por dia, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Para enfrentar essa realidade, o Governo Federal tem fortalecido o Ligue 180, ampliado as Casas da Mulher Brasileira e os Centros de Referência da Mulher, além de articular o Pacto Brasil entre os Três Poderes de Enfrentamento ao Feminicídio, que integra Executivo, Legislativo e Judiciário na prevenção, responsabilização de agressores e proteção às mulheres.
Com informações do Governo Federal