02/01/2026

O Comitê de Política Monetária (COPOM) reduz novamente a taxa de juros em 0,5 ponto percentual, atingindo a marca de 12,25% ao ano.

O anúncio, já aguardado pelo mercado, ocorreu no início da noite de quarta-feira (1º/11), com votação unânime.

Este foi o terceiro declínio nas taxas de juros desde agosto, quando o COPOM encerrou o período de elevação das taxas. A decisão foi unânime e já era prevista.

Em sua sétima reunião do ano de 2023 para estabelecer a taxa básica de juros da economia brasileira, o Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central (BC) optou por mais uma redução de 0,5 ponto percentual, levando a taxa Selic para 12,25% ao ano.

Este foi o terceiro corte nos juros desde agosto, quando o COPOM interrompeu o ciclo de aperto monetário, diminuindo a Selic em 0,5 ponto percentual de 13,75% para 13,25% ao ano. Em setembro, a taxa caiu mais 50 pontos-base, chegando a 12,75%.

Esta foi a terceira reunião do colegiado desde a entrada dos dois novos integrantes indicados pelo governo: Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária, e Ailton Aquino, diretor de Fiscalização.

Antes dos juros atingirem 13,75% ao ano, o COPOM aumentou a Selic por 12 vezes consecutivas, iniciando em março de 2021, em meio ao aumento nos preços de alimentos, energia e combustíveis.

Havia consenso no mercado de que a Selic seria reduzida novamente em 0,5 ponto percentual, para 12,25% ao ano. Nas comunicações que acompanharam as últimas decisões, o COPOM indicou seguir essa rota de cortes. A explicação principal é a constante desaceleração da inflação no Brasil nos últimos meses.

Inflação:

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. A Selic é usada nas negociações de títulos públicos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas econômicas.

Quando o COPOM eleva os juros, visa conter a demanda aquecida, o que impacta nos preços, uma vez que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.

Ao reduzir a Selic, a tendência é que o crédito se torne mais acessível, incentivando a produção e o consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Em setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, registrou 0,26%. Embora tenha acelerado em comparação com agosto (0,23%), o indicador ficou abaixo das projeções do mercado.

Nos últimos 12 meses, até setembro, a inflação no país atingiu 5,19%. Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é 3,25%. Com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se permanecer entre 1,75% e 4,75%.

Conforme o último Relatório Focus do BC, divulgado no início desta semana, a projeção é que a inflação no Brasil termine 2023 em 4,63%, abaixo, portanto, do teto da meta para este ano.

Ainda de acordo com o Focus, que reflete a percepção do mercado financeiro sobre os indicadores econômicos, a previsão é que a Selic encerre 2023 em 11,75%, com outra provável queda de 0,5 ponto percentual na reunião do COPOM em dezembro. Contudo, a projeção para 2024 aumentou de 9% para 9,25% ao ano, enquanto para 2025 foi ajustada de 8,5% para 8,75%.

Reunião do COPOM:

O COPOM se reúne a cada 45 dias. No primeiro dia, são realizadas apresentações técnicas sobre a evolução e perspectivas da economia no Brasil e no mundo, juntamente com o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do comitê estabelecem a taxa Selic.

A próxima reunião do COPOM está agendada para os dias 12 e 13 de dezembro. Será o último encontro em 2023.

Tribuna Livre, com informações do Banco Central

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