COLUNA DO JOÃO BOSCO BITTENCOURT
Levantamentos internos apontaram perfil mais combativo do governador como diferencial na disputa
Caiado foi escolhido após PSD analisar pesquisas e cenário político dos pré-candidatos (foto Secom)
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A definição do PSD pelo nome do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à Presidência da República passou por uma combinação de pesquisas internas, análise de perfil e avaliação do cenário eleitoral.
Integrantes do partido relataram ao Mais Goiás que a legenda encomendou pesquisas qualitativas para avaliar o desempenho dos possíveis candidatos. “O partido buscou entender não só intenção de voto, mas também como cada nome era percebido pelo eleitor”, afirmou uma fonte. Um aliado resumiu o critério adotado: “Pesou a capacidade de enfrentamento no debate político e a conexão com um eleitor mais conservador”.
Os levantamentos indicaram vantagem para Caiado no quesito perfil. Segundo relatos, ele aparece como um candidato mais assertivo e combativo, características valorizadas por parte do eleitorado. Já o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, foi identificado nas pesquisas como um nome mais técnico, com imagem de “intelectual” e menor apelo popular entre os entrevistados.
Entre aliados, há a avaliação de que as posições firmes de Caiado em temas como segurança pública e combate à corrupção ampliam a capacidade de diálogo com o eleitor de direita.
As pesquisas foram realizadas após a saída do governador do Paraná, Ratinho Jr., da disputa interna. Até então, ele era apontado como o nome com melhor desempenho entre os três pré-candidatos do PSD.
Apesar disso, outro levantamento interno indicava que Eduardo Leite tinha maior potencial de crescimento eleitoral e menor rejeição, com possibilidade de atrair votos tanto da centro-direita quanto da centro-esquerda.
Na avaliação final, porém, também pesou o cenário político em Goiás. Caiado deixa o governo nesta terça-feira (31/3), abrindo espaço para o vice-governador Daniel Vilela, que lidera pesquisas no estado. Além disso, o grupo político do governador mantém força local, com a primeira-dama Gracinha Caiado bem posicionada em projeções eleitorais.
Eduardo Leite afirmou que não pretende deixar o governo do Rio Grande do Sul para disputar outro cargo, como o Senado ou a vice-presidência. “A única hipótese de saída seria para uma candidatura à Presidência da República”, disse.