12/01/2026

O secretário de Flávio Dino reconheceu que foi equivocado receber a esposa do líder do Comando Vermelho.

Luciane Barbosa Farias esteve no Congresso Nacional em março deste ano14/03/2023 - Reprodução/Instagram/luhfariasoficial

Elias Vaz pediu desculpas e assumiu total responsabilidade pela visita da “Dama do Tráfico Amazonense”.

O secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Elias Vaz, reconheceu que cometeu um erro ao agendar uma reunião com a esposa de um líder do Comando Vermelho no Amazonas, conhecida como “Dama do Tráfico Amazonense”. Luciane Barbosa Farias é casada com Clemilson dos Santos Farias, apelidado de “Tio Patinhas”, que foi preso em dezembro de 2022. Em uma coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (14), Vaz assumiu integralmente a responsabilidade pelo encontro e pediu desculpas pelo incidente.

“Quero lamentar esse episódio, dizer que, primeiro, se houve algum erro, esse erro foi da minha parte, por não ter feito uma verificação mais profunda das pessoas que eu ia receber”, afirmou o secretário. Ele também destacou que a responsabilidade é totalmente sua, pois tem autonomia para decidir sobre os encontros, sem a necessidade de consultar o ministro.

Após a controvérsia, o Ministério da Justiça anunciou a publicação de uma portaria com novas regras para a entrada de visitantes no Palácio da Justiça, sede da pasta. Essas regras incluem detalhes sobre acessos, autorizações expressas de salas e uma análise prévia do nome da pessoa que deseja entrar.

Elias Vaz expressou a intenção de adotar procedimentos mais rigorosos na marcação de visitas e reuniões, reconhecendo a necessidade de um sistema mais adequado para evitar situações semelhantes no futuro. Ele ressaltou que a reunião tratou de assuntos não relacionados ao crime organizado, sendo comprovável pelas pessoas presentes nas reuniões.

A reunião realizada por Luciane Barbosa Farias, conhecida como “dama do tráfico amazonense”, aconteceu no Ministério da Justiça em duas ocasiões neste ano. Ela e seu marido foram condenados em segunda instância por crimes como lavagem de dinheiro, associação para o tráfico e organização criminosa. Enquanto Tio Patinhas cumpre pena de 31 anos no presídio de Tefé (AM), Luciane recorre em liberdade. As reuniões ocorreram com os secretários de Políticas Penais, Rafael Velasco, e de Assuntos Legislativos, Elias Vaz, além da coordenadora do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), Tamires Sampaio. O ministro Flávio Dino negou ter recebido líder de facção criminosa ou parentes em audiências no Ministério da Justiça.

Tribuna Livre, com informações da Ascom/MJ

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