13/01/2026

Oito países querem avançar em impostos a jatos privados e classes executivas

Jato particular - (crédito: Yaroslav Muzychenko/Unsplash)

Coalizão anunciada em Sevilha “trabalhará a favor de uma maior contribuição do setor da aviação” para “a resiliência climática”

Oito países, entre eles França, Quênia e Espanha, criaram nesta segunda-feira (30) uma coalizão para avançar na tributação do setor aéreo, com a perspectiva de impor taxas aos jatos privados e aos passageiros que viajam em classes premium.

Esta coalizão, anunciada durante uma conferência da ONU sobre financiamento ao desenvolvimento, que foi inaugurada na segunda-feira na cidade espanhola de Sevilha, “trabalhará a favor de uma maior contribuição do setor da aviação” para “a resiliência climática”, anunciou o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez.

Os oito países envolvidos — França, Quênia, Espanha, Benin, Serra Leoa, Somália, Barbados e Antígua e Barbuda — se concentrarão, em particular, na introdução de “uma taxa específica para as passagens de classe executiva e os jatos privados”, acrescentou.

Em comunicado, a Presidência francesa confirmou esta iniciativa e destacou que seu objetivo era “melhorar a mobilização das receitas nacionais dos países em desenvolvimento e apoiar a solidariedade internacional”, em especial para “a adaptação às mudanças climáticas”.

O objetivo é “aumentar o número de países que aplicam impostos sobre as passagens de avião, incluindo as viagens de luxo, e tributar os jatos privados com base nas melhores práticas”, ao mesmo tempo em que se garante “maior progressividade nos países que já possuem esses impostos”, disse o governo francês.

Este anúncio foi bem recebido pela ONG Greenpeace, que, em comunicado, instou “todos os países a se juntarem e a aplicarem os compromissos” assumidos por esta “nova coalizão de solidariedade”, até a conferência sobre mudanças climáticas COP30, que será realizada em novembro no Brasil, em Belém (PA).

Na COP28 de Dubai, em 2023, Barbados, França e Quênia lançaram um grupo de trabalho, com o apoio da Comissão Europeia, para estudar a possibilidade de aplicar impostos de “solidariedade mundial” a setores poluentes, como a produção de energia de combustíveis fósseis e a aviação.

Este grupo, que desde então trabalha na introdução de impostos específicos sobre os jatos privados e as passagens de avião, estimou em um relatório publicado em 19 de junho que estas medidas poderiam “gerar receitas substanciais”, de até 187 bil

Tribuna Livre, com informações da AFP

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