A Neoenergia e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagraram, nesta semana, a quarta fase da Operação CriptoGato e desmontaram mais uma estrutura clandestina de mineração de criptomoedas que operava com energia furtada em São Sebastião.
A ação foi realizada na região de Capão Cumprido, onde equipes identificaram um esquema em pleno funcionamento, com alto consumo energético e impacto direto na rede elétrica local. No imóvel, foram apreendidos 20 equipamentos de mineração, dois transformadores de 75 kVA e 20 exaustores — todos operando de forma contínua e irregular.
De acordo com o levantamento técnico da distribuidora, a estrutura consumia, em apenas um mês, energia suficiente para abastecer cerca de 262 residências. O prejuízo estimado nesta fase é de aproximadamente R$ 1 milhão. A Polícia Civil instaurou inquérito para identificar os responsáveis, que não foram localizados durante a operação.
A Neoenergia destaca que esse tipo de prática representa um risco direto para a população, já que provoca sobrecarga na rede elétrica, aumentando a ocorrência de quedas e oscilações no fornecimento.
“O combate ao furto de energia é uma prioridade estratégica, pois esse tipo de crime não afeta apenas a companhia, mas toda a população. Quando há ligações clandestinas, a rede sofre instabilidades e quedas, comprometendo o fornecimento para milhares de clientes que cumprem regularmente com suas obrigações”, afirma Arthur Franklim, gerente de Gestão da Receita da Neoenergia Brasília.
Balanço – Desde o início da ofensiva, em janeiro deste ano, a Operação CriptoGato já desarticulou um esquema de grande porte na região de São Sebastião. Ao todo, foram nove mineradoras clandestinas desativadas nas quatro fases da operação.
O balanço consolidado evidencia a dimensão do problema, com 654 máquinas de mineração apreendidas e um prejuízo acumulado superior a R$ 7,9 milhões.
A energia desviada ao longo das operações seria suficiente para abastecer mais de 47 mil residências por mês, volume comparável ao consumo de toda a Região Administrativa do Recanto das Emas pelo período de 30 dias.
Crime – A Neoenergia reforça que o furto de energia é crime previsto no Código Penal, com pena de reclusão e multa. Além do prejuízo financeiro, a prática afeta diretamente a qualidade do fornecimento, impactando moradores, comerciantes e produtores rurais.
A distribuidora seguirá atuando em conjunto com as autoridades para identificar irregularidades, coibir fraudes e garantir a segurança e a confiabilidade do sistema elétrico no Distrito Federal.