PCC planejava assassinato de promotor e tinha outros possíveis alvos, segundo MPSP
Uma denúncia anônima levou a polícia até uma Hilux SW4 branca blindada em Goiás, que estava sendo preparada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para matar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, do Gaeco, em São Paulo, na cidade de Campinas. O veículo contava com placa falsa e adaptações para receber uma metralhadora calibre .50, arma de alto poder capaz de atravessar blindagens e até derrubar aeronaves.
De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o plano criminoso seria financiado com a venda de um Porsche avaliado em quase R$ 500 mil. Para executar o atentado, seriam contratados pistoleiros de aluguel, incluindo um executor vindo do Rio de Janeiro.
Empresários suspeitos de financiar e organizar o crime são presos na Operação Pronta Resposta
Segundo as investigações, o empresário José Ricardo Ramos, proprietário da JR Ramos Transportes e com histórico de homicídios e roubos, foi identificado como o braço operacional do esquema. Ao seu lado estava Maurício Silveira Zambaldi, dono da concessionária Dragão Motos, suspeito de atuar na lavagem de dinheiro para a facção criminosa.
O MPSP detalha que o PCC chegou a monitorar a rotina do promotor em Campinas, planejando o crime de forma minuciosa. O atentado seria um ataque direto a um agente do Estado envolvido em investigações sensíveis contra a organização criminosa, o que evidencia a gravidade e o risco da operação.
Ambos os suspeitos foram presos nesta sexta-feira (29) durante a Operação Pronta Resposta, autorizada pelo juiz Caio Ventosa Chaves, da 4ª Vara Criminal de Campinas. Na decisão judicial, o magistrado classificou o caso como um plano “macabro” e destacou a complexidade da investigação.
O MPSP investiga ainda se havia outros alvos, entre eles um comandante da Polícia Militar, mostrando que a facção buscava atacar autoridades estratégicas. A operação envolveu análise de veículos, monitoramento de suspeitos e levantamento financeiro, revelando o esquema de financiamento do atentado e a estrutura logística do PCC.
O portal não conseguiu contato com a defesa dos suspeitos, e o espaço segue aberto para manifestações.
Tribuna Livre, com informações da Polícia Penal de Goiás