A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (30), a Operação Regência para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de dinheiro, com atuação interestadual.
As investigações tiveram início após uma idosa de 77 anos sofrer prejuízo estimado em cerca de R$ 500 mil. Segundo a apuração, os criminosos se passaram por funcionários de uma instituição financeira e, por meio de técnicas avançadas de engenharia social, induziram a vítima a realizar diversas transferências via PIX. Os valores eram enviados para empresas de fachada, criadas exclusivamente para a movimentação ilícita, e rapidamente pulverizados em múltiplas contas bancárias, com o objetivo de dificultar o rastreamento dos recursos.
Ao todo, foram cumpridos 11 mandados judiciais, sendo cinco de prisão temporária e seis de busca e apreensão, nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. A operação contou com apoio considerado fundamental da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP) e da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCRJ).
No Rio de Janeiro, a PCRJ prestou suporte operacional decisivo, resultando na prisão de uma investigada residente na Cidade de Deus. Ela é apontada como peça relevante da estrutura criminosa, com atuação direta na movimentação e ocultação dos valores obtidos com as fraudes. A polícia destacou que a ação integrada permitiu a localização precisa da suspeita e o cumprimento seguro da ordem judicial em área sensível.
Em São Paulo, a PCSP atuou no cumprimento simultâneo dos mandados, com apreensão de dispositivos eletrônicos, documentos e outros elementos probatórios. O material recolhido deve contribuir para o aprofundamento das investigações e para a reconstituição do fluxo financeiro ilícito operado pelo grupo.
Segundo a PCDF, a apuração revelou uma estrutura criminosa complexa, com divisão clara de tarefas, envolvendo desde a captação de vítimas e a aplicação de golpes por engenharia social até a abertura de empresas de fachada, pulverização de valores e ocultação patrimonial, com atuação recorrente em diferentes estados do país.
Os investigados poderão responder por estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro, além de outros crimes que eventualmente sejam identificados no decorrer das investigações.