O Pix por aproximação, lançado para acelerar transações via tecnologia NFC, completa um ano com baixa adesão entre os usuários. De acordo com dados do Banco Central (BC), em janeiro, essa modalidade correspondeu a apenas 0,01% do total de transferências Pix, totalizando 1,057 milhão de transações em um volume de 6,33 bilhões. No mesmo período, o valor movimentado foi de R$ 568,73 milhões, ou 0,02% dos R$ 2,69 trilhões totais.
Apesar da participação reduzida, a modalidade tem mostrado sinais de crescimento. Em julho de 2023, cinco meses após o lançamento, foram registradas apenas 35,3 mil transações. No entanto, em novembro do mesmo ano, o número superou 1 milhão pela primeira vez. Os montantes também evoluíram exponencialmente, passando de R$ 95,1 mil em julho para R$ 133,151 milhões em dezembro.
Gustavo Lino, diretor executivo da Associação dos Iniciadores de Transação de Pagamento (Init), destaca que restrições de segurança impostas pelo BC e limites operacionais têm freiado a expansão, mas observa uma tendência de aumento nos últimos meses, especialmente entre empresas. “O potencial é grande, sobretudo quando a oferta amadurece e passa a suportar mais casos de uso, inclusive no ambiente corporativo, mantendo a confiança como fundamento”, afirma Lino. Ele acredita que a consolidação da oferta pelo comércio e o desenvolvimento de procedimentos específicos para empresas, como transferências entre filiais e matrizes, impulsionarão o uso em pontos de venda com alto fluxo.
Para mitigar riscos de golpes, o BC estabeleceu um limite padrão de R$ 500 por transação via Google Pay, presente em mais de 80% dos smartphones brasileiros. Nas aplicações das instituições financeiras, os usuários podem ajustar esses limites, reduzindo valores por transação ou definindo um máximo diário.
O diferencial do Pix por aproximação reside na rapidez: basta ativar o NFC no celular e aproximá-lo de uma maquininha de cartão ou tela de computador, eliminando etapas como inserção de chaves ou escaneamento de QR codes, aproximando-se da experiência com cartões de crédito e débito por aproximação. Isso é particularmente útil em comércios com grandes filas.
Vale atenção para o uso do Pix por aproximação com cartões de crédito em algumas instituições, que pode envolver cobrança de juros. Em dezembro, o BC desistiu de regular o Pix Parcelado, mas permite que bancos ofereçam opções semelhantes, como Pix no Crédito ou Parcele o Pix, com juros.
Com informações da Agência Brasil