Polícia fecha central de golpes digitais na Faria Lima que mirava aposentados

A Polícia Civil de São Paulo fechou uma central de golpes que funcionava em um prédio na avenida Brigadeiro Faria Lima, considerada um dos principais centros financeiros do Brasil. As vítimas eram preferencialmente idosos, que acabavam convencidos a pagar valores que não deviam, sob ameaça de bloqueio das aposentadorias, protestos e penhora de bens.

Quatro mulheres apontadas como chefes do esquema foram presas suspeitas de aplicar golpes financeiros sob a promessa de limpar o registro cadastral de pessoas endividadas em troca de pagamento. O serviço, contudo, nunca seria entregue.

Outros dez suspeitos foram detidos.

A operação recebeu o nome de Título Sombrio e cumpriu mandados de prisão pelo crime de associação criminosa expedidos pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Para ocultar as ações ilegais, uma empresa legalizada de cobrança funcionava no local, de acordo com o Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais). Uma equipe era dedidacada às cobranças legítimas, enquanto a outra cuidava dos golpes.

O golpe iniciava com o envio massivo de mensagens de celular simulando ordens judiciais e bloqueios de CPF. As vítimas que respondiam ao contato eram direcionadas ao atendimento telefônico. Os operadores alegavam ser de setores de cobrança, jurídico e do Judiciário e faziam ameaças caso as supostas dívidas não fossem pagas.

Imagens do local mostram até um pequeno data center, indicando a presença de um servidor próprio para a operação.

Quatro mulheres, de 27, 28, 31 e 39 anos, comandavam a central e atuavam como gerente comercial e supervisoras da operação, segundo a polícia. Elas foram presas e liberadas após pagamento de fiança.

lém delas, outros dez suspeitos de envolvimento na prática foram detidos e levados à delegacia. O caso foi registrado como associação criminosa na 4ª Delegacia da DCCiber.

Os envolvidos nos golpes, diz o Deic, criaram uma estrutura criminosa na qual diversas foram abertas, mas compartilhavam os mesmos sócios, endereços, dados operacionais e contábeis.

Os policiais também fizeram buscas em outra base dos criminosos em Carapicuíba, na Grande São Paulo.

A oferta de “limpar o nome” de pessoas endividadas é um golpe comum nas redes sociais e aplicativos de mensagens como o WhatsApp. A Serasa e o SPC esclarecem que nunca oferecem o serviço de saldar dívidas de forma ativa nas redes. Os interessados no serviço devem procurar as empresas em seus canais oficiais -telefone, aplicativo e site.

T CSM

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