Polícia suspeita de intoxicação por produtos químicos em piscina em SP

Polícia suspeita de intoxicação por produtos químicos em piscina em SP
Polícia suspeita de intoxicação por produtos químicos em piscina em – Reprodução

A polícia suspeita que uma mistura de produtos químicos irregulares tenha sido responsável pela morte da professora Juliana Faustino Basseto, 27, após uso da piscina de uma academia na zona leste de São Paulo.

Primeira hipótese da polícia é de que uma reação química tenha liberado gases e intoxicado os alunos. A informação foi dada ao delegado responsável pelo caso, Alexandre Bento, à TV Globo. O local foi periciado ontem.

Produto teria sido colocado na piscina durante aula, quando vítimas ainda estavam dentro da água. Além de Juliana, que morreu, o marido dela e um adolescente de 14 anos estão internados na UTI após entrarem na piscina. Outras duas pessoas também precisaram de atendimento médico, com menor gravidade nos sintomas.

Quem fazia a manutenção da piscina era o manobrista da academia, que, segundo a polícia, ainda não foi encontrado. “A gente está tentando localizar esse manobrista limpador de piscina para identificar quais produtos ele utilizou e qual a proporção desses produtos utilizados”, afirmou o delegado ao canal.

Donos da academia não tinham se apresentado à polícia até a noite de ontem. Segundo o delegado, somente um gerente que não estava no local no momento do incidente se apresentou até o momento.
Juliana morreu na noite de sábado após sofrer uma parada cardíaca. Segundo o boletim de ocorrência, ela e o marido participaram de uma aula de natação na academia antes de passarem mal.

Ela e o marido teriam sentido um odor e gosto estranho na água. “Ambos passaram mal em seguida e foram socorridos em um hospital de Santo André, onde a mulher veio a óbito”, informa a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo).

Testemunha relata ‘cheiro estranho’ em piscina onde mulher morreu em SPAdolescente que usou a mesma piscina também foi socorrido. Ontem, um homem foi à delegacia informar que o filho de 14 anos “também apresentou sintomas após utilizar a mesma piscina”, diz a SSP. O jovem está internado em um hospital na Vila Alpina.

Em nota, a direção da Academia C4 GYM lamentou o ocorrido e disse ter prestado atendimento imediato.

Também informou que mantém contato direto com as pessoas envolvidas para “oferecer todo o suporte”. “Reforça, ainda, que está colaborando integralmente com as autoridades competentes, contribuindo com tudo aquilo que for necessário.”

FALTA DE ALVARÁ E INTERDIÇÃO

A academia não tinha alvará para funcionar. A instalação elétrica da piscina estava ligada à cozinha da academia e os produtos para limpeza da piscina também estavam em local inadequado, segundo os investigadores.

O local foi fechado. Segundo o auto de interdição da prefeitura, obtido pelo UOL, a academia estava “em estado precário de segurança, importando grave ameaça à integridade física de seus ocupantes e vizinhos.”

Testemunhas afirmaram que o manobrista da academia jogou um produto na piscina. “O rapaz que faz a manutenção, para a nossa surpresa, era o manobrista”, disse Geraldo Oliveira, investigador-chefe do 42º DP, ao UOL. Ele afirma ainda que o local era fechado e não tinha ventilação adequada.

“Eles estão totalmente irregulares”, disse o investigador. “A polícia instalou inquérito policial para apurar todas as irregularidades. Os órgãos municipais já lacraram o local e vão dar as atuações pertinentes”, acrescentou Oliveira.

Água da piscina estava turva. Ainda segundo o investigador, os alunos relataram ter sentido odor e gosto estranho e começaram a passar mal após o produto ser jogado na água. A polícia ainda apura qual material foi usado.

T CSM

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