Preço do petróleo dispara até 5% e fecha em forte alta, enquanto Bolsas e ouro caem

O preço do petróleo voltou a disparar nesta quinta-feira (5) e chegou a atingir seu maior valor desde 18 de julho de 2024 com o aumento da preocupação dos investidores com o fornecimento, já que o tráfego pelo estreito de Hormuz está praticamente paralisado desde sexta-feira (27).

O local é responsável pela passagem de 20% da produção mundial, mas vários navios-petroleiros foram bombardeados desde o início do confronto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Nesta quinta, cerca de 300 embarcações estavam atracadas em portos na região, segundo dados da empresa de rastreamento de navegação Kpler.

Com esse bloqueio, o petróleo não consegue deixar a Ásia para chegar aos outros continentes. O temor sobre o transporte levou o barril do petróleo Brent, referência mundial, a ser vendido por US$ 85,70 (R$ 447,22), às 14h (horário de Brasília). A commodity encerrou a sessão com preço em US$ 84,83 (R$ 446,58), alta de 4,2%.

O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, também disparou. A alta chegou a 10% durante a sessão. O WTI fechou em alta de 7,7%, negociado a US$ 80,41 (R$ 423,31).

A situação do conflito no Oriente Médio é que vem ditando os preços em toda a semana. Nesta quinta, os norte-americanos avaliavam que o Irã perdia força na resposta aos ataques dos EUA e de Israel. Porém, o regime iraniano divulgou que teria atacado um petroleiro americano, quartéis-generais de grupos curdos no Iraque e ainda a ofensiva de drones no Azerbaijão, aumentando o risco de a crise se espalhar para outros países produtores de petróleo.

Um petroleiro com bandeira das Bahamas foi alvo de um barco iraniano controlado remotamente carregado de explosivos enquanto estava ancorado perto do porto iraquiano de Khor al Zubair, segundo avaliações iniciais. Um segundo petroleiro ancorado ao largo do Kuwait estava embarcando água e vazando petróleo após uma grande explosão em seu lado de bombordo.

“Hoje há mais hesitação por causa das preocupações com o potencial de o preço do petróleo subir muito mais. Muita atenção está sendo dada ao gargalo que está ocorrendo no estreito de Hormuz”, afirmou Kristina Hooper, estrategista-chefe de mercado do Man Group.

Já as Bolsas pelo mundo tiveram um desempenho diferente. Na Ásia, os principais mercados tiveram valorização nesta quinta, com destaque para o índice Kospi, de Seul, que disparou 9,63%, mas não recuperou a perda de mais de 12% do dia anterior.

Na China, o índice CSI300, que reúne as principais companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,98%, e o índice SSEC, de Xangai, ganhou 0,64%, sendo seguido por Tóquio (1,9%), Hong Kong (0,28%), Taiwan (2,57%) e Singapura (0,7%).

Já as Bolsas da Europa abriram em alta, mas passaram a cair durante a sessão e fecharam em queda. O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, desabou 1,3%. As Bolsas de Frankfurt (-1,78%), Londres (-1,45%), Paris (-1,49%), Madri (-1,38%) e Milão (-1,61%) também tiveram perdas.

Nos EUA, as três Bolsas também acumularam perdas ao longo do dia e fecharam em queda. A Nasdaq caiu 0,25%, a Dow Jones teve queda de 1,6% e o S&P 500 de 0,57%.

Considerado o porto seguro dos investidores, o ouro chegou a subir 2% nesta quinta, mas diminuiu o ritmo e fechou em queda de 1,2%, a US$ 5.076,47 (R$ 26.724,59). O bitcoin acompanhou a tendência negativa e fechou em queda de 2,8%, negociado a US$ 71,3 mil (R$ 375,4 mil).

T CSM

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