Preço do petróleo ultrapassa US$ 100 com guerra

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Preço do petróleo ultrapassa US$ 100 com guerra – Reprodução

O preço do barril de petróleo Brent, de referência internacional, disparou mais de 17% e atingiu quase os US$ 120 por barril no domingo (8), seu maior preço desde julho de 2022, diante dos temores de desabastecimento após a escalada bélica no Oriente Médio.

Às 7h30 desta segunda-feira (3h30 de Brasília), o preço do Brent era cotado a US$ 109,62, após subir 17,53%, segundo dados da Bloomberg compilados pela Agência EFE.

Na última sexta-feira, o Brent para entrega em maio já havia fechado com uma forte alta superior a 8%, perto dos US$ 93.

O preço do óleo bruto acumula uma valorização superior a 40% desde o início, no sábado, 28 de fevereiro, da guerra entre EUA, Israel e Irã.

O conflito afeta o Estreito de Ormuz, que é uma das principais passagens marítimas para o comércio e por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.

Por sua vez, o preço do petróleo intermediário do Texas (WTI) também disparou 15,14%, chegando a US$ 104,86, antes da abertura oficial do mercado nos EUA. 

Instabilidade no Oriente Médio pressiona setor energético brasileiro

Um dos principais impactos que a guerra no Oriente Médio pode trazer para o Brasil é a pressão sobre preços e abastecimento de óleo diesel, já que quase 25% do recurso vem de fora do país.

A disparada do preço do petróleo elevou a defasagem do diesel vendido pela Petrobras nas suas refinarias para 47% em relação ao mercado internacional na última sexta-feira.

A instabilidade internacional também pressiona a Petrobras devidos aos preços domésticos do petróleo. Um relatório da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) da última sexta-feira apontava que, para se equiparar aos preços internacionais do petróleo, a estatal deveria reajustar o preço do diesel em 64% e da gasolina em 27%.

Na semana passada, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, reconheceu que a disparada do preço do petróleo para mais de US$ 100 pode impactar a economia brasileira. Para ele, um valor aceitável seria de, no máximo, US$ 85.

“A pressão inflacionária que ele gera é relativa, uma vez que a gente também está vivenciando uma apreciação cambial significativa. Claro que isso pensando em um cenário de uma tensão e incerteza até certo ponto controlável, não num cenário de barril acima de US$ 100”, disse.

O governo e a Petrobras ainda não se pronunciaram sobre a disparada do preço do petróleo nesta manhã.

T CSM

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