Após críticas ao lixão de Goiânia, presidente da Abrema visita capital para reunião com secretária Andréa Vulcanis
O presidente da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), Pedro Maranhão, criticou a postura do prefeito Sandro Mabel sobre o lixão de Goiânia. Ele inclusive diz que o local tem que ser chamado de “lixão”, embora a administração garanta que é um aterro sanitário.
“Não é, porque há muitos anos não realiza o trabalho de forma correta. É um grande atraso ainda estarmos discutindo lixão em Goiânia. Não existe aterro controlado. Esse não é um problema só da capital, mas de outras cidades goianas também, como Aparecida de Goiânia e Anápolis, por exemplo. Esse problema tem se arrastado há muito tempo, o que aumenta o risco de causar um desastre ainda maior”, afirma Pedro.
O presidente da Abrema estará nesta quinta e sexta-feira (10 e 11/07) em Goiânia para tratar com autoridades goianas sobre o risco da continuidade de lixões em diversos municípios do estado. Nessa quinta, ele se reunirá no período da tarde com a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Andréa Vulcanis.
“Temos acompanhado e apoiado o trabalho do Ministério Público de Goiás e da Semad para acabar com os lixões que ainda existem no estado. O que acontece em muitos municípios goianos é realmente um crime ambiental, com grande risco de causarem problemas ainda maiores, como aconteceu recentemente em Goiás. A nossa entidade não apenas faz alerta sobre este problema, mas também está disposta a ajudar os municípios goianos a encontrarem as melhores soluções”, afirma Pedro Maranhão.
Pedro Maranhão adverte ainda que lixões causam vários problemas ambientais e de saúde, resultantes da contaminação do lençol freático, dissipação de grande volume de gás metano no ar, proliferação de insetos e animais peçonhentos, entre outros problemas. Situação que gera doenças, pressionando a rede de saúde pública das cidades.
Ele ressalta que o investimento na implantação de um aterro adequado, sustentável e moderno é elevado. Requer tratamento correto do chorume, implantação de drenagem, promover a reciclagem dos resíduos sólidos, entre outras exigências legais e ambientais. “É bem diferente dos custos de ter um lixão ou aterro controlado”, enfatiza.
Tribuna Livre, com informações da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema)