Presidente da COP30 convoca “mutirão global” contra mudança climática

Corrêa enfatizou que os meses de preparação que antecedem o evento devem servir para "conectar a sociedade civil" ao tema - (crédito: AFP)

A expectativa do Brasil à frente da conferência, marcada para novembro, em Belém, é de que o evento inaugure uma nova fase das COPs, capaz de “traduzir negociações técnicas”

O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, lançou, nesta segunda-feira (10/3), uma carta inaugural expondo a visão sobre a Conferência das Nações Unidas. No documento, ele faz um apelo para que a comunidade internacional se junte ao Brasil em um “mutirão global” contra a mudança do clima.

“Juntos, podemos fazer da COP30 o pontapé inicial de uma nova década de inflexão na luta climática global. Como nação do futebol, o Brasil acredita que podemos vencer ‘de virada’. Isso significa lutar para virar o jogo quando a derrota parece quase certa”, diz um trecho do texto assinado pelo diplomata brasileiro.

A expectativa do Brasil à frente da conferência, marcada para 10 a 21 de novembro em Belém, é de que o evento inaugure uma nova fase das COPs, capaz de traduzir negociações técnicas.

Em entrevista coletiva, Corrêa enfatizou que os meses de preparação que antecedem o evento devem servir para “conectar a sociedade civil” ao tema. “Acreditamos que, às vezes, por causa da complexidade há uma percepção de que essas negociações são muito abstratas e não se conectam com a vida real. Esse é um esforço que a presidência brasileira quer fazer, que haja essa discussão relacionada a vida real, como isso vai atingir a vida das pessoas”, afirmou.

Outro ponto destacado pelo embaixador foi o papel da conferência para reforçar a relevância do multilateralismo. “Estamos em um momento extremamente complexo internacional em que acreditamos que devemos fortalecer o multilateralismo. Não podemos deixar que as negociações de clima se enfraqueçam por causa de circunstâncias específicas deste momento quando a mudança do clima está comprovadamente cada vez mais próxima de nós.”

No documento, o embaixador também menciona a necessidade de acelerar a implementação do Acordo de Paris, que, na avaliação de Corrê,a “está funcionando, mas há muito mais a ser feito”. “Em vista da urgência climática, precisamos de uma ‘nova era’ para além das negociações: devemos ajudar a colocar em prática o que foi acordado”, destaca o texto.

“Precisamos acelerar essas negociações e as ações, precisamos ir muito além da convenção do clima e do acordo de Paris para essa implementação. É muito importante articulação com demais estruturas internacionais, inclusive na área financeira”, comentou o embaixador.

Financiamento climático

Um dos principais desafios da COP 29, realizada no ano passado em Baku, no Azerbaijão, foi a falta de acordo sobre uma sinalização concreta para o financiamento climático, desafio que segue neste ano no evento sediado pelo Brasil.

Entre as negociações firmadas nesta edição será preciso apresentar uma espécie de “mapa”, com os caminhos para expandir o financiamento climático global de US$ 300 bilhões por ano para US$ 1,3 trilhão até 2035. “Esse número muito alto exige naturalmente uma grande mudança, não vamos achar que esse valor vai ser doado pelos países desenvolvidos para os em desenvolvimento”, avaliou o embaixador.

Tribuna Livre, com informações da presidência da COP30

Fábio Andrade Contabilidade - Contador em Santa Maria DF

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